O secretário de Agricultura do México, viagra sale Alberto Cárdenas Jiménez, mind mostrou hoje a rejeição de seu país aos combustíveis obtidos a partir de cereais cultivados graças às subvenções concedidas pelos Governos dos Estados Unidos e da União Européia (UE).
“Preocupa-nos que a política bioenergética de vários países continue afetando o resto do mundo. É imperativo que tanto os EUA quanto a UE revisem sua estratégia de produção de bioenergéticos baseada em grãos subsidiados”, disse Cárdenas diante da cúpula da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) sobre segurança alimentar.
Cárdenas propôs que “sejam modificadas e revisadas as metas propostas utilizando grãos tradicionalmente destinados para a alimentação”.
No entanto, disse que “o México está a favor dos bioenergéticos”, mas “sem colocar em risco a alimentação humana nem alterar a equação energética ambiental”.
Além disso, expressou a preocupação de seu país pelo fato de que “não existam avanços concretos na Rodada de Doha” para a liberalização do comércio.
“Hoje, mais do que nunca, os países em desenvolvimento requerem de mercados justos, abertos, eqüitativos, com regras e disciplinas claras, de outra maneira, não poderão adquirir alimentos básicos, colocando em maior risco a estabilidade de muitos países”, ressaltou Cárdenas na cúpula da FAO.
Em declarações à imprensa, Cárdenas disse que o México foi um dos primeiros países a sentir a crise alimentícia no ano passado, e explicou que o Governo de Felipe Calderón preparou 19 medidas para atenuar a situação, entre elas facilitar o fornecimento e o acesso a alimentos básicos aos mais necessitados.
O secretário da Agricultura comentou que o México está interessado também na produção de biocombustíveis, mas a partir de cultivos como a cana-de-açúcar e a mandioca.