Sojo participou junto ao ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Miguel Jorge, do Encontro Empresarial “Brasil-México”. “Não foi possível fazer nada especial com o Mercosul pelas normas específicas desse bloco”, declarou o secretário mexicano a jornalistas.
“Neste momento, o México está ampliando as suas relações comerciais com a América Latina e buscamos aproveitar e ampliar os diferentes convênios que temos com Brasil, Argentina e Paraguai. Temos também um Tratado de Livre-Comércio (TLC) com o Uruguai”, afirmou o secretário.
Em 2004, o então presidente mexicano Vicente Fox oficializou a intenção do país de se transformar em um membro associado do bloco econômico. O pedido foi feito na Cúpula do Mercosul, realizada na cidade de Puerto Iguazú, na Argentina. Na ocasião, o México foi aceito, e participa até hoje do Mercosul como “observador”.
Sojo também lembrou dos tratados que o México negocia com o Peru e a Colômbia e afirmou que o país pretende ampliar os acordos já existentes com o Chile e a América Central. O valor de importações e exportações entre Brasil e México em 2006 foi de US$ 5,768 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 3,147 bilhões.
Sojo calculou que o valor atual pode “dobrar” em 2010. “Podemos melhorar aproveitando os acordos existentes. Se em quatro anos duplicamos o comércio, podemos fazê-lo de novo, aproveitando as oportunidades e não limitando acordos”, declarou.
O secretário também destacou as oportunidades de investimentos que o México oferece, especialmente em setores onde algumas empresas mexicanas já tiram proveito, como o automotivo e de tecnologia da informação. “O México tem cerca de US$ 100 bilhões investidos no Brasil. Devemos também motivar os empresários brasileiros a investir no nosso país”, disse.
O ministro Miguel Jorge concordou com o secretário mexicano. “São duas economias muito parecidas e em 2010 podemos chegar a uma relação muito mais significativa e que represente os dois países”, declarou.
O ministro brasileiro deu como exemplo o avanço notável no setor automotivo bilateral, depois da formalização das relações em grande escala em 1997. Segundo o ministro Miguel Jorge, México e Chile – que mantém tratados comerciais com os EUA – são uma plataforma para os produtos brasileiros no cobiçado mercado americano. Ele também afirmou que o país vai insistir para que as empresas invistam no México.