“Estamos lançando o programa de financiamento de maior volume na década para atender uma emergência”, disse no ato de apresentação do programa o secretário (ministro) da Fazenda e Crédito Público, Agustín Carstens.
Para o ministro mexicano, com o plano não são buscadas “soluções mágicas ou espetaculares, o que seria ilusório, mas que as empresas contem com liquidez para empreender a recuperação”.
Muitas companhias mexicanas tiveram que parar suas atividades ou reduzi-las depois que em 23 de abril, o Governo decidiu montar um alerta de saúde no país perante a detecção do vírus da gripe suína.
Para atenuar esses danos, o Governo canalizará 14 bilhões (US$ 1,06 bilhão) ao Programa de Apoio Emergente para a Reativação Econômica das Empresas (Paeree), e US$ 1 bilhão (US$ 76 milhões) especificamente para o setor suíno através da Financeira Rural.
Os operadores do Paeree, que será iniciado no próximo dia 15 de maio, serão a Nacional Financeira (Nafin) e o Banco Nacional de Comércio Exterior mexicano (Bancomext), instituições dos bancos de desenvolvimento do país que se coordenarão com 11 entidades mexicanas.
Do montante inicial, 5 bilhões de pesos (US$ 379 milhões) vão para créditos para micro, pequenas e médias empresas (Mipymes), 3 bilhões de pesos (US$ 227 milhões), para o setor aéreo, e 2 bilhões mais (US$ 151 milhões) ao setor turístico, restaurantes e centros de lazer.
Os 4 bilhões de pesos (US$ 303 milhões) restantes serão para reestruturação de créditos que já tenham sido contraídos por empresas que cumpram determinadas exigências.
Ao contrário de outros programas de crédito, estes “não exigirão garantias reais” na maior parte dos casos e foram preparados para que sejam distribuídos com rapidez, afirmou Carstens.
Com esse tipo de apoio, “hoje temos a possibilidade de superar rapidamente o impacto negativo sobre a economia que significou este fenômeno”, a gripe suína, que até o momento deixou 56 mortos e 2.003 infectados vivos no país.
Segundo o presidente da Associação de Bancos do México (ABM), Ignacio Deschamps, as companhias beneficiadas pela iniciativa serão 12 mil microempresas e cinco mil pequenas e médias.
O novo programa se une a um plano de estímulo fiscal de 17,4 bilhões de pesos (US$ 1,318 bilhão) anunciado na semana passada por Carstens.
Nessa mesma semana, o ministro da Fazenda estimou que a crise gerada pelo vírus fará com que o Produto Interno Bruto (PIB) caia entre 0,3 e 0,5 ponto mais que o previsto, o que deixará o país com uma contração econômica de 4,1%.
Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados.