Os habitantes da Cidade do México voltaram hoje ao trabalho em uma cidade vazia, case já que escolas, universidades, restaurantes, cinemas e museus, entre outros estabelecimentos, continuam fechados diante da emergência sanitária devido ao foco de gripe suína.
O transporte público na capital, com mais de 18 milhões de habitantes – levando em conta a região metropolitana -, não foi afetado, mas os passageiros do sistema do metrô e dos ônibus viajam com máscaras cirúrgicas para se proteger da infecção.
O Governo do México afirmou que, por enquanto, há 103 mortes suspeitas de terem sido causadas pela gripe suína, pela qual foram hospitalizadas 1,614 mil pessoas, 60% das quais já receberam alta.
No entanto, o prefeito da Cidade do México, Marcelo Ebrard, advertiu ontem que fechará o metrô, se as autoridades sanitárias considerarem necessário.
Sete estados já suspenderam as aulas em escolas e universidades públicas e privadas até 6 de maio, pois, além da capital e do Estado de México, adotaram a medida os estados de Hidalgo, Zacatecas, Nayari, Querétaro e Nuevo León.
Os estados de Chiapas e Coahuila decidiram suspender as aulas na segunda-feira e na terça-feira.
A princípio, as atividades econômicas na capital mexicana acontecerão hoje normalmente, incluindo as operações na Bolsa Mexicana de Valores.
No entanto, a Secretaria de Trabalho do México pediu tolerância às empresas com os funcionários que se ausentarem para ficar com os filhos, que não poderão assistir à escola.
O Conselho Coordenador Empresarial anunciou que serão ajustadas as jornadas trabalhistas de forma escalonada, como recomendou a Secretaria do Trabalho, para evitar aglomerações.
No aeroporto, o Exército distribui máscaras cirúrgicas e formulários para saber o estado de saúde dos turistas, que são advertidos da situação enfrentada pelo país, mas, por enquanto, os voos não foram cancelados.