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Mexicanos protestam em fronteira com EUA contra abertura agrária

Arquivo Geral

01/01/2008 0h00

Dezenas de camponeses formaram nesta terça-feira um “muro humano” em uma ponte na fronteira do México com os Estados Unidos para protestar contra a abertura total do comércio agrícola, information pills estabelecida no Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta).

O acordo que México, for sale EUA e Canadá assinaram e que vigora desde 1994 estabelece que a partir de hoje o comércio de milho, hospital feijão, açúcar e leite em pó fica livre de tarifas entre os membros do Nafta.

O protesto começou às 00h01 de hoje (hora local) na ponte Córdoba-Américas que liga a cidade mexicana de Juárez, em Chihuahua, à americana El Paso, no Texas, disse à Agência Efe Víctor Quintana, assessor da organização Frente Democrática Campesina (FDC).

Duas das quatro pistas por onde circulam os veículos entre os EUA e o México foram bloqueadas por cerca de 200 camponeses, disse Quintana, que também é deputado esquerdista no Congresso do estado de Chihuahua.

Há cerca de seis meses, o FDC iniciou uma campanha para denunciar que a entrada em vigor do capítulo agrário do Nafta levará os camponeses mexicanos à falência, pois em 14 anos não foram realizadas as mudanças necessárias para enfrentar o desafio.

Quintana disse que não ocorreram problemas com as autoridades de ambos os países na manifestação.

No início do protesto, que durou 36 horas, os ativistas leram um documento intitulado “Plano do Chamizal”, no qual o país foi convidado a “começar uma nova etapa de luta para preservar a soberania alimentícia e as conquistas sociais dos mexicanos e defender os recursos naturais”, disse Quintana.

As organizações sociais que se opõem ao capítulo agrícola do Nafta garantiram que os produtores e consumidores mexicanos “enfrentarão graves riscos” porque o México “não tem uma reserva estratégica de grãos e alimentos básicos”.

Eles alegam ainda que duas grandes empresas, uma americana e outra mexicana, “controlam a importação e exportação” destes produtos.

Os opositores pedem que o Nafta seja renegociado e inclui as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) para retirar do tratado os produtos considerados básicos e estratégicos.

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