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Meta reestrutura área de IA para acelerar criação de ferramentas

A expectativa é de que a nova estrutura permita maior agilidade no desenvolvimento de ferramentas baseadas em IA

Redação Jornal de Brasília

02/06/2025 8h05

Foto: Reprodução

A Meta anunciou uma reestruturação de suas equipes de inteligência artificial (IA) com o objetivo de acelerar o lançamento de novos produtos e consolidar sua posição frente à crescente concorrência de empresas como OpenAI, Google e ByteDance. A mudança foi detalhada em um comunicado interno enviado pelo diretor de produtos da companhia, Chris Cox, e obtido pelo portal de negócios e tecnologia Axios.

A reformulação divide os esforços da Meta em duas frentes principais: uma equipe voltada a produtos de IA, liderada por Connor Hayes, e outra, chamada AGI Foundations, coliderada por Ahmad Al-Dahle e Amir Frenkel. A expectativa é de que a nova estrutura permita maior agilidade no desenvolvimento de ferramentas baseadas em IA.

A equipe de produtos será responsável por iniciativas já conhecidas do público, como o assistente Meta AI, o Meta AI Studio e os recursos de IA integrados ao Facebook, Instagram e WhatsApp. Já a AGI Foundations se concentrará no desenvolvimento de tecnologias mais profundas, incluindo os modelos Llama, que sustentam grande parte da IA da Meta, e recursos como voz, raciocínio lógico e geração multimídia.

A divisão sinaliza uma tentativa da empresa de lidar com a crescente complexidade da corrida por modelos de IA generativa, categoria que se popularizou com o ChatGPT, da OpenAI, e o Gemini, do Google.

A unidade de pesquisa fundamental da Meta, conhecida como FAIR (Fundamental AI Research), permanecerá separada da nova estrutura organizacional. No entanto, uma equipe específica de multimídia que integrava o FAIR foi realocada para a AGI Foundations.

Segundo o comunicado, não haverá demissões nem cortes de executivos com a mudança. Ainda assim, a Meta remanejou líderes de outras áreas para fortalecer as duas novas unidades. A reorganização acontece em meio à perda de talentos estratégicos.

Recentemente, profissionais da área de IA da Meta migraram para concorrentes europeus, como a startup francesa Mistral, segundo o portal Business Insider, o que tem aumentado a pressão sobre a companhia para manter competitividade no setor.

Estadão Conteúdo

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