A chanceler alemã, about it Angela Merkel, que até agora tinha responsabilizado somente o movimento fundamentalista Hamas pela escalada de violência em Gaza, expressou hoje “profunda preocupação” com a “situação da população civil em Gaza, que piora de forma crescente”.
Através de um comunicado divulgado público hoje em Berlim pelo porta-voz do Governo, Ulrich Wilhelm, e sem se referir diretamente a Israel, Merkel exigiu que “seja garantida a ajuda humanitária com bens, mantimentos e remédios” da população da Faixa de Gaza.
O comunicado destaca que Merkel manteve conversas telefônicas com o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, e com o presidente americano, George W. Bush, com os quais coincidiu em que é preciso impulsionar uma resolução política e diplomática ao conflito entre israelenses e palestinos.
As três partes coincidiram, no entanto, em que um cessar-fogo duradouro será impossível se não for combatido, antes, o contrabando de armas que permite aos milicianos se armar na Faixa de Gaza.
Merkel insistiu na necessidade de que o Hamas deixe de lançar foguetes sobre território israelense, mas também impôs como condição a “abertura controlada das fronteiras em direção à Faixa de Gaza”, para a qual não descartou o apoio internacional, através de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
A governante alemã voltou a interpelar a Liga Árabe para que faça valer sua influência e coloque fim ao lançamento de foguetes Qassam por parte do Hamas.