Em declarações a emissoras alemãs, o próprio Steinmeier fez este anúncio, ressaltando que nenhum dos dois tinha previsto viajar à China, e que esta decisão não tem nada a ver com o conflito no Tibete.
“Por esse motivo, não se pode falar de suspensão (de uma viagem). Não posso julgar que planos outros chefes de Estado fizeram”, disse o chefe da diplomacia alemã, que está na localidade eslovena de Brdo para participar de uma cúpula de ministros de Exteriores da União Européia (UE).
O porta-voz governamental alemão, Thomas Steg, disse em Berlim que a chanceler “em nenhum momento teve previsão de assistir à cerimônia de inauguração dos Jogos Olímpicos”.
Steg disse que não é costume na Alemanha que o chefe de Governo assista a Jogos Olímpicos, “exceto se forem organizados neste país” e que, caso tivesse a presença de um alto líder germânico, este seria o presidente.
Steinmeier disse também que o ministro do Interior e Esportes alemão, Wolfgang Schäuble, não deve assistir à cerimônia de inauguração dos Jogos.
O ministro alemão disse que não espera que os titulares de Exteriores da União Européia discutam uma postura comum sobre a participação dos Governos da UE na cerimônia de inauguração dos Jogos Olímpicos.
Além disso, se mostrou contra um boicote dos Jogos pelas seleções nacionais, e ressaltou que “este não é o momento adequado” para tratar esse tema.