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Merkel e Sarkozy farão da luta contra "excessos bancários" causa comum no G20

Arquivo Geral

31/08/2009 0h00

 A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, farão da luta contra os “excessos bancários” uma causa comum na próxima cúpula do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes), para conseguir que se avance a uma regulação internacional das gratificações de diretores.

“Devemos fazer com que o processo iniciado em Londres continue em Pittsburgh, até conseguir a aplicação completa, ponto por ponto, das resoluções adotadas na anterior cúpula”, disse hoje Sarkozy, em entrevista coletiva conjunta com Merkel.

“Não devemos deixar passar a oportunidade de que se concretizem essas resoluções”, disse a chanceler, em referência à possibilidade de que, diante das primeiras perspectivas de alívio conjuntural, relaxe ou fique em nada o decidido na anterior cúpula.

Alemanha e França pressionarão, portanto, na cúpula de Pittsburgh, no final de setembro, para que sejam introduzidas em escala internacional regras mais severas contra as gratificações “exorbitantes” – em palavras da chanceler – a diretores de bancos.

“Nenhum banco deve ser tão grande que chegue a estar em posições de pressionar os Estados. Não podemos nos permitir ficar novamente na situação de nos ver pressionados a ir em resgate a bancos, simplesmente porque são poderosos demais”, disse Merkel.

“Não devem ocorrer de novo os excessos em operações de especulação e manobras financeiras”, enfatizou Sarkozy.

Segundo Merkel, os titulares de Finanças da Alemanha, Peer Steinbrück, e da França, Christine Lagarde, irão à próxima reunião em nível ministerial e de governadores de bancos centrais, nesta sexta-feira, em Londres, preparatória para a cúpula, com uma carta conjunta com medidas concretas para apresentá-la a seus colegas.

“Estamos dispostos a aplicar estas regras contra as gratificações, inclusive se outros países não decidirem seguir nosso exemplo, porque não podemos deixar cair normas necessárias só porque outros não estão dispostos a fazer o mesmo”, disse Sarkozy.

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