A chanceler alemã, Angela Merkel, ameaçou nesta terça-feira a Líbia com sanções caso o Governo não detenha imediatamente a violência contra sua população e advertiu que o presidente Muammar Kadafi “declarou guerra a seu próprio povo”.
A situação atual é “preocupante em máximo grau”, afirmou a chanceler em um comparecimento conjunto com o primeiro-ministro grego, Geórgios Papandréu, na qual declarou estar “muito, muito alarmada” pelas palavras pronunciadas nesta terça-feira pelo próprio Kadafi.
Merkel ressaltou que se Trípoli não acabar imediatamente com a violência, ela fará valer sua influência perante a comunidade internacional para que se ditem as oportunas sanções.
“Concordamos que devemos fazer absolutamente tudo quanto esteja em nossas mãos para deter a violência contra a população civil na Líbia”, acrescentou a chefe do Governo.
A chanceler reforçou assim a ameaça anteriormente expressada por seu ministro de Exteriores, Guido Westerwelle, que já tinha ameaçado com sanções o regime líbio.
“Exigimos que o Governo líbio detenha imediatamente a violência contra os cidadãos de seu próprio país. Se a Líbia seguir exercendo a violência contra seu povo, as sanções serão inevitáveis”, advertiu o chefe da diplomacia alemã.
Várias empresas alemãs – como o consórcio químico BASF, a energética RWE, a gigante tecnológica Siemens e o grupo de serviços Bilfinger Berger – anunciaram na segunda-feira a retirada total de seus funcionários expatriados na Líbia.