As equipes de mergulho encontraram hoje vários corpos dentro da embarcação que afundou na quinta-feira na região central das Filipinas, pill enquanto 111 das 256 que supostamente estavam a bordo continuam desaparecidos.
“Hoje foram recuperados três corpos, dois idosos e uma criança, por isso o número total de mortos desde ontem é de 15”, disse o porta-voz do Comando do Sul de Luzon, o tenente-coronel Rhoderick Parayno, segundo a agência “GMANews”.
Ao número de mortos são somados os 130 náufragos encontrados nas operações de salvamento. Segundo o militar, os mergulhadores tentaram entrar no navio e encontraram muitos corpos dentro dele, mas, assim como na quinta-feira, o mau tempo e a forte ressaca atrapalharam as operações.
Parayno disse que os mergulhadores não puderam começar o resgate dos corpos devido às fortes ondas. O PS-28 (barco da Marinha) também não pôde se aproximar embora tenha tentado várias vezes.
A embarcação PS-28, além de dois helicópteros da Força Aérea, foram obrigados a retornar à terra na quinta-feira devido ao mau tempo na península de Bontoc, cerca de 250 quilômetros ao sudeste de Manila, onde a embarcação “Blue Water Princess” naufragou.
Os vários grupos que participam das operações de salvamento se contradizem no número exato de pessoas a bordo do barco e o depoimento dos sobreviventes sobre o número de passageiros não confere com o registro do navio.
Segundo a Guarda Litorânea, o registro da embarcação fala em 28 passageiros e 14 veículos, número que supera os 15 corpos resgatados e 130 sobreviventes salvos.
Esta situação não é nova nas Filipinas, onde a maioria dos naufrágios que acontecem no arquipélago de 7.100 ilhas ocorre devido ao emprego de embarcações obsoletas e pelo descumprimento das leis de segurança marítima, como a sobrecarga.
A presidente filipina, Gloria Macapagal Arroyo, pediu ao Departamento de Transporte e Comunicações, e à Guarda Litorânea das Filipinas uma investigação completa da causa do naufrágio da embarcação, anunciou hoje o ministro da Informação e porta-voz da Presidência, Ignacio Bunye, em Manila.
O “Blue Water Princess”, de 438 toneladas, pertence às companhias “Blue Magic Ferry” e “AC-Joy Express Liner”.
Bunye acrescentou que a presidente também ordenou ao Departamento de Transporte e Comunicações que envie um comunicado a todas as embarcações para que tenham presentes os boletins meteorológicos, e garantam sempre a segurança e o bem-estar dos passageiros.
Além das condolências oficiais expressadas aos familiares e amigos das vítimas, o Governo filipino não tomou medidas mais drásticas para acabar com um tipo de acidente que se repete no país todos os anos, particularmente durante a temporada das monções, quando são registrados entre 15 e 20 tufões entre junho e novembro.
No oeste do arquipélago, dois pescadores desapareceram na madrugada de hoje quando o barco pesqueiro “Monalinda”, com 23 marinheiros a bordo, virou devido às fortes ondas, segundo a rádio “DZMM”.
As Filipinas ocupam o primeiro lugar na lista dos acidentes mais graves da história da navegação comercial, com a tragédia da nave “Doña Paz”, que matou 4.317 pessoas.
Em 20 de dezembro de 1987, o “Doña Paz” colidiu com um petroleiro no sul das Filipinas. Segundo a investigação oficial, navegava sem rádio e sobrecarregado.