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Mentor do 11 de Setembro rejeita advogados

Arquivo Geral

05/06/2008 0h00

O suposto mentor dos atentados de 11 de setembro de 2001, abortion Khalid Sheikh Mohammed, more about vai representar a si mesmo no processo iniciado hoje contra ele em Guantánamo.

Mohammed, pills de 43 anos, compareceu junto a quatro supostos colaboradores a um tribunal militar antiterrorista construído em uma antiga pista de aterrissagem na base americana em território cubano.

Essa foi sua primeira aparição pública desde que foi pego no Paquistão em 2003, preso em cadeias secretas da CIA, submetido a asfixias simuladas e finalmente levado à Guantánamo em setembro de 2006.

Mohammed tinha uma barba longa, grisalha, feita com freqüência, e usava uma túnica e um turbante brancos. Estava mais magro que nas fotos divulgadas pelo Pentágono com a captura dele.

“Não aceitarei nenhum advogado. Representarei a mim mesmo”, disse Mohammed em inglês, após entoar cânticos religiosos em árabe.

O juiz Ralph Kohlmann, um coronel dos Marines, lhe perguntou se ele sabia que poderia ser condenado à morte.

“Isso é o que quero. Há muito tempo pretendo ser um mártir”, respondeu Mohammed, acrescentando que não aceitará nenhum advogado dos Estados Unidos, por causa das ações americanas no Afeganistão, no Iraque e “na Terra Santa”.

O magistrado acatou sua decisão e ordenou ao advogado militar dele que siga lhe assessorando, mas disse que estudará se seus letrados civis poderão continuar no caso ou não, já que não o vão representar.

A mesma postura de Mohammed foi adotada por Walid Bin Attash, que supostamente teria treinado alguns dos seqüestradores dos aviões usados nos ataques de 11 de setembro.

“Rejeição esta sessão. Vou representar a mim mesmo”, disse Bin Attash. O juiz também lhe advertiu que poderia ser condenado à morte.

“Os senhores mataram meu irmão, que era mais novo que eu”, disse o réu.

Já Mohammed aproveitou a audiência para se queixar.

“Tudo o que falamos é (obtido) sob tortura. Isto é a inquisição, não um julgamento”, protestou.

O réu também pediu permissão para falar com os outros quatro supostos membros da Al Qaeda com os quais está sendo processado, mas Kohlmann disse que não aceitará “uma defesa conjunta”.

A audiência de hoje foi o primeiro passo no processo legal que levará ao julgamento coletivo, marcado para o dia 15 de setembro, e que é regido por normas especialmente criadas para supostos terroristas pelo Governo do presidente George W. Bush.

É permitido, por exemplo, o uso de confissões obtidas em interrogatórios nos quais os detidos foram submetidos a um frio extremo ou forçados a adotar posições corporais incômodas durante longo tempo.

O juiz tem também o poder de cortar o som a qualquer momento durante as audiências para que a imprensa em Guantánamo não escute alguma informação que “prejudique a segurança nacional” dos EUA.

Dois advogados civis dos acusados não puderam ir à audiência, pois o Pentágono não lhes concedeu autorização de segurança, revelou o juiz.

David Nevin, um dos advogados de Mohammed, afirmou que só pôde se reunir com o acusado em duas ocasiões em um total de cinco horas.

O mesmo afirmou Thomas Durkin, o advogado civil de Binalshibh, único detido cujos pés estavam presos ao solo com correntes.

Binalshibh toma remédios, aparentemente por um problema mental não especificado.

O juiz não respondeu às queixas da defesa.

Mohammed confessou ser o mentor dos atentados em 11 de setembro, que deixaram que causaram quase 3 mil mortos em Nova York, Washington e Pensilvânia, e disse que ele mesmo decapitou o jornalista americano Daniel Pearl em 2002, no Paquistão.

Binalshibh teria atuado como o principal intermediário dos seqüestradores com Mohammed, Ali Abdul Aziz Ali supostamente se ocupou de enviar dinheiro aos seqüestradores e Hawsawi foi seu assistente. A Promotoria pediu a pena de morte para todos eles.



 

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