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Membro do Fed projeta crescimento forte nos EUA e otimismo, mas alerta sobre inflação alta

Ele avaliou que parte da trajetória forte acontece por conta da política fiscal expansionista, que apoia a demanda

Redação Jornal de Brasília

03/03/2026 13h12

federal reserve

Sede do Federal Reserve, o Banco Central dos EUA. Foto: Federal Reserve Board.

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Kansas City, Jeffrey Schmid, disse acreditar que a trajetória de crescimento dos EUA permanece forte e que tem ouvido “otimismo” por parte de contatos em relação ao ano, em discurso preparado para o Clube Executivo da Região Metropolitana de Denver, nesta terça-feira, 3. Ele avaliou que parte da trajetória forte acontece por conta da política fiscal expansionista, que apoia a demanda, com os consumidores se beneficiando de restituições de impostos maiores e as empresas aproveitando os incentivos fiscais para investimentos.

Por outro lado, em relação ao último ano, ele reconheceu que a economia teve um bom desempenho, apesar da incerteza, mas ressaltou que o crescimento poderia ter sido maior, se o governo dos EUA não tivesse paralisado suas atividades no final do ano.

“Embora o crescimento permaneça sólido, ambos os lados do duplo mandato – trabalho e inflação – apresentam alguns desafios”, detalhou. Na ponta do mercado de trabalho, Schmid afirmou que, mesmo com a desaceleração das contratações, houve poucos sinais de aumento nas demissões, o que leva ao ambiente de “poucas contratações e poucas demissões”.

Já na ponta inflacionária, o presidente da distrital de Kansas City ponderou que a inflação continua muito alta, o que não dá espaço ao BC americano para ser “complacente”, e os dados recentes sugerem que a inflação permanece mais próxima de 3% do que da meta de inflação de 2% do Fed. “É improvável que ainda estivéssemos falando em pousos suaves”, citou.

Para Schmid, com a inflação ainda em alta, ele afirma que a demanda parece estar superando a oferta em grande parte da economia. “Permaneço aberto à possibilidade, e até otimista, de que a inteligência artificial (IA) e outras inovações eventualmente levem a um ciclo de crescimento não inflacionário e impulsionado pela oferta”, apontou.

No entanto, o dirigente observou que, na verdade, a IA pode ser necessária para compensar o impacto negativo no crescimento causado por uma força de trabalho menor, mas “com base na taxa de inflação atual, ainda não chegamos lá”.

Estadão Conteúdo.

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