Um membro afegão da Comissão de Queixas, encarregada de investigar as fraudes eleitorais do pleito presidencial do Afeganistão de agosto, renunciou hoje alegando se sentir “excluído” da tomada de decisões importantes pelos três estrangeiros da ONU que fazem parte no órgão.
Mawlawi Mohammed Mustafa Barakzai, que estava à frente do organismo junto com três estrangeiros e um afegão, disse à Agência Efe que deu este passo após constatar que os membros da ONU “interferiam em tudo”.
Barakzai acusou também de intromissão outros “estrangeiros” que não são comissários da Comissão de Queixas, mas que colaboram no trabalho de investigar as irregularidades eleitorais, embora não tenha dado mais detalhes.
Em comunicado, a Comissão disse estar “decepcionada” com a renúncia de “um membro importante em um momento crucial do processo eleitoral”.
A Comissão Eleitoral, sob a supervisão da Comissão de Queixas, está auditando os votos de mais de 10% dos colégios eleitorais, suspeitos de terem registrado fraude, e depois devem ser anunciados os resultados definitivos das eleições de agosto.
A Comissão de Queixas afirmou que Barakzai era um membro pleno do órgão e que participava das reuniões da mesma forma que os outros comissários.