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Meloni espera poder indicar Trump ao Nobel da Paz

Premiê italiana afirma ter boa relação com o presidente americano, mas aponta entraves constitucionais para adesão ao “Conselho da Paz” proposto por Washington

Redação Jornal de Brasília

23/01/2026 16h04

Foto: ANDREAS SOLARO / AFP

Foto: ANDREAS SOLARO / AFP

A chefe de governo da Itália, Giorgia Meloni, declarou nesta sexta-feira (23) que espera que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acabe com a guerra na Ucrânia para poder indicá-lo ao Prêmio Nobel da Paz.

Meloni considera ter uma boa relação com o mandatário republicano, que expressou sua frustração por não ter sido contemplado com o prêmio.

“Espero que algum dia possamos conceder um Prêmio Nobel da Paz a Donald Trump”, afirmou a dirigente em coletiva de imprensa após se reunir com o chanceler alemão, Friedrich Merz.

“Acredito que, se ele conseguir fazer uma diferença (…) para alcançar uma paz justa e duradoura para a Ucrânia, então finalmente nós também poderíamos nomear Donald Trump” para esta premiação”, indicou Meloni.

Em uma mensagem ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Store, divulgada na segunda-feira, o presidente americano afirmou que não obter tal prêmio significava que não se sentia mais obrigado a “pensar puramente na paz”.

O Nobel da Paz foi concedido à opositora venezuelana María Corina Machado, que o dedicou a Trump e entregou-lhe sua medalha na semana passada.

Na quinta-feira, o republicano apresentou seu “Conselho da Paz”, inicialmente concebido para supervisionar a trégua em Gaza, mas que se transformou em um mecanismo destinado a resolver todo tipo de conflitos internacionais.

O mandatário americano convidou, entre outros, a Itália a se unir a esta entidade, mas Meloni ressaltou que tal adesão suscitaria “problemas constitucionais”.

As normas constitucionais da Itália impedem que o país integre qualquer organização liderada por um único líder estrangeiro, segundo a imprensa local.

Trump preside o “Conselho da Paz”, além de ser o representante dos Estados Unidos e liderar seu conselho executivo.

Meloni afirma ter pedido ao magnata que faça mudanças “para atender às necessidades não apenas da Itália, mas também de outros países europeus”.

AFP

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