Ambos os líderes “analisarão o andamento das negociações sobre o novo acordo nuclear que substituirá o Start, que encerra em 5 de dezembro”, afirmou Serguei Prikhodko, assessor do Kremlin, citado pelas agências russas.
Medvedev e Obama, que se reunirão na cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), acordaram em julho em Moscou que o novo tratado fixaria entre 1,5 mil e 1.675 o nível máximo de ogivas nucleares, e entre 500 e 1 mil o de portadores que poderá ter cada país.
Após várias rodadas de negociações em ambas as capitais e em Genebra ainda persistem as divergências, como reconheceu nesta semana o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Nikolai Makarov.
Conforme a imprensa russa, a última discordância esta no desejo do Kremlin pelo fim das inspeções americanas às fabricantes de mísseis intercontinentais Bulava e Topol.
Os mísseis balísticos são as armas mais temíveis do arsenal estratégico russo e que mantém a Rússia em paridade nuclear com os EUA.
Para as autoridades russas, as inspeções são “unilaterais” e um reflexo da desconfiança que existia entre ambas as potências durante a Guerra Fria.
Quanto à crise nuclear iraniana, as autoridades russas mantêm que a postura é manter as negociações “independentemente das dificuldades apresentadas”.
“O preço é alto demais. Estamos falando em tranquilidade, segurança e do regime de não-proliferação nuclear. As negociações devem prosseguir sem interrupções”, disse Prikhodko.
Recentemente, Medvedev não excluiu a imposição de sanções internacionais contra o Irã se não avançarem as negociações para solucionar a atual crise nuclear.
Nesta semana, a chancelaria afirmou que ainda está à espera da confirmação oficial por parte do Irã sobre a proposta da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para o enriquecimento de urânio em território russo.