O medo de que os Estados Unidos sofram um atentado terrorista nos próximos meses cresce no país, sickness em meio a declarações de representantes do Governo e relatórios que apontam para um “reagrupamento” da Al Qaeda.
Embora não existam, order por enquanto, indícios de uma ameaça específica, a Casa Branca analisará hoje o assunto em reunião que terá a participarão das mais altas autoridades encarregadas da luta antiterrorista.
O medo cresceu na terça-feira, quando o secretário de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Michael Chertoff, afirmou que tinha a sensação “visceral” de que existia um maior perigo de atentados durante o verão (do hemisfério norte).
“Parece que o verão os atrai”, disse Chertoff, referindo-se aos terroristas. “Esta mensagem nos ensina, mais uma vez, que temos que estar alertas”, afirmou o secretário. Como se isto não fosse suficiente para aterrorizar os americanos, no mesmo dia um relatório secreto dos serviços de inteligência indicou que a Al Qaeda obteve uma capacidade operacional do nível que tinha na época dos ataques de 11 de setembro de 2001.
A Al Qaeda “está consideravelmente mais forte do que há um ano, e se reagrupou em uma medida não vista desde 2001”, assinalou um dos analistas à imprensa local, após a divulgação do documento.
Mas o presidente americano, George W. Bush, tentou tranqüilizar a população ao negar que a força da organização de Osama bin LAden tenha chegado a este ponto.”Há uma percepção entre a imprensa de que Al Qaeda pode estar tão forte como antes dos atentados de 11 de setembro de 2001. Simplesmente não é verdade”, disse Bush, acrescentando que o relatório refere-se a depois daquela fatídica data.
O presidente afirmou ainda que a Al Qaeda “está mais fraca do que teria estado” se os Estados Unidos não a tivessem atacado em países como o Afeganistão e o Iraque. Mesmo assim, os terroristas “continuam sendo uma ameaça e um perigo, por isso devemos combatê-los no Afeganistão, no Iraque e onde possamos encontrá-los”, disse.
Embora a mensagem de Bush possa tranqüilizar os americanos, por enquanto o medo está espalhado pelo país. Diante das criticas que recebeu por suas declarações, Chertoff disse que não existem indícios de um atentado em um “futuro próximo”, mas garantiu que suas palavras se baseiam em uma “opinião informada”.
A Casa Branca manteve o tempo todo o apoio ao secretário de Segurança Nacional, e destacou a necessidade de uma contínua vigilância antiterrorista. Bush comentou hoje que se ele tivesse esta sensação “visceral” também exporia às pessoas “que Al Qaeda é uma ameaça”.
Por sua parte, o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, afirmou na terça-feira que está satisfeito em ter um secretário de Segurança Nacional que está preocupado todo o tempo”. “Se considera-se o que está acontecendo no mundo todo, pode-se compreender essa forma de pensar”, acrescentou.
Como resultado do medo generalizado, um avião da American Airlines, que voava de Los Angeles a Londres, foi desviado hoje para o aeroporto de Nova York, depois de o comportamento suspeito de um passageiro ter provocado uma aterrissagem de emergência.
Depois deste incidente, Chertoff explicou à televisão americana que o incidente pode “ter sido resultado de um mal-entendido”. Apesar do aumento do temor nos últimos dias nos Estados Unidos, as medidas de segurança não foram reforçadas. Por enquanto, são as mesmas que as adotadas após os atentados fracassados em Londres e Glasgow no final de junho.