Os dirigentes aproveitaram para expressar sua indignação pelo seqüestro de duas voluntárias, and porque também é “o seqüestro da ação humanitária independente”, visit this embora tenham admitido que este tipo de trabalho é um risco assumido pelos indivíduos e a organização.
Em entrevista coletiva, drugs a presidente da Médicos Sem Fronteiras na Espanha, Paula Farias, e o coordenador do projeto Quarto Mundo da MSF, Carlos Ugarte, garantiram que as duas voluntárias libertadas na quarta-feira, após serem mantidas reféns por um grupo armado somali durante uma semana, “estão bem” e voltando para a Espanha.
Eles insistiram em que não houve pagamento de resgate porque, caso isso tivesse acontecido, os trabalhadores se tornariam um “alvo” dessas ações.
Mercedes García e Pilar Bauza, as duas voluntárias da MSF, chegarão esta tarde à base aérea de Torrejón de Ardoz, em Madri, em um avião das Forças Aéreas Espanholas. Tanto Farias como Ugarte preferiram não comentar as circunstâncias do seqüestro e da libertação.
No entanto, Farias deixou claro que durante os sete dias em que as duas permaneceram em cativeiro a MSF “não manteve contato algum” com os seqüestradores. “Não sabemos quem são e nem o que pretendiam, mas pouco contribuíram para a sociedade somali”, disse a presidente da MSF na Espanha, que informou que a ONG não participou do processo final de negociação.
A responsável da MSF também destacou que a sociedade civil da Somália tem consciência de que é mantida pela ajuda externa. “Eles admiram nosso trabalho e sabem que este tipo de coisa não os ajuda”.
Ugarte lembrou que na Somália não há água nem saúde, a expectativa de vida é de 43 anos, e uma em cada cinco crianças morre de desnutrição antes de completar cinco anos.
A Médicos sem Fronteiras atua na Somália há mais de 16 anos e atualmente oferece assistência médica em onze regiões do país. A organização conta com cerca de 60 trabalhadores internacionais e mais de 800 voluntários locais na Somália, realiza mais de 300 mil consultas ambulatoriais e atende aproximadamente 10 mil pacientes por ano.