Menu
Mundo

Médico espanhol contesta notícia sobre saúde de Fidel

Arquivo Geral

17/01/2007 0h00

A despeito de Fidel Castro estar ou não em estado terminal, capsule stomach o governo provisório designado por ele, price sob o comando de seu irmão Raúl, doctor manteve Cuba num rumo estável durante sua ausência, disseram observadores na quarta-feira.

Mesmo autoridades dos EUA, que não escondem sua torcida pela morte de Fidel nos próximos meses, admitem que o único país comunista do Ocidente não está a ponto de implodir sem o "comandante", afastado do poder desde 31 de julho devido a uma cirurgia intestinal.

Economistas cubanos se dizem animados com o estilo de Raúl, que dá sinais de se dedicar a resolver os problemas mais urgentes da ilha ao invés de buscar bodes expiatórios.

"Raúl parece estar se saindo bastante bem sem Fidel", disse Julia Sweig, especialista em Cuba na entidade Conselho de Relações Exteriores, de Washington. "Não há sinais de instabilidade", afirmou ela, para quem a sucessão, orquestrada pelo próprio Fidel, já está em curso.

Ao contrário do que temiam alguns, não houve distúrbios nem fuga em massa do país. Para Sweig, há uma lenta mudança em relação a uma maior abertura econômica, mas sem a democracia de livre-mercado que os EUA há décadas tentam impor.

A saúde de Fidel é tratada como segredo de Estado e se torna objeto de inúmeros rumores. O jornal espanhol El País disse que ele está em estado crítico devido a três fracassadas operações contra uma diverticulite (inflamação no intestino grosso).

"Se é diverticulite complicada por operações erradas ou operações incompletas é algo de certa forma menor", disse uma autoridade dos EUA, sob anonimato.

Na opinião dele, o importante é se o sistema unipartidário cubano está resistindo sem Fidel pela primeira vez desde 1959. Essa fonte acrescentou que, ao menos enquanto Fidel ainda é formalmente o presidente, não há sinais de "fissuras" no regime.

As instituições cubanas são mais sólidas que as de outros países terceiro-mundistas, e sua população é mais educada e saudável devido às ações sociais do governo, lembrou um diplomata asiático em Havana.

Mas, segundo ele, Raúl terá de agir rapidamente contra as dificuldades econômicas e a escassez de bens básicos que a maioria dos cubanos enfrenta, pois isso pode se transformar em exigências políticas.

"Para Raúl, dois e dois são quatro. Ele é mais pragmático e menos ideológico que o irmão", afirmou o diplomata.

Raúl, comandante das Forças Armadas, já foi o homem do Kremlin em Havana, mas hoje em dia é considerado mais aberto a reformas que dêem espaço à iniciativa privada.

Em dezembro, numa reunião com universitários, o general, de 75 anos, propôs que haja mais debates sobre as políticas públicas, e afirmou que chega a hora de uma nova geração governar a ilha.

Dois dias depois, ele disse no Parlamento, durante uma sessão sobre os crônicos problemas de habitação, transporte e alimentação, que o país está cansado de desculpas.

Enquanto Fidel certamente teria acusado agricultores privados de enriquecerem à custa do Estado, Raúl quis saber, irritado, por que esses produtores não foram pagos no prazo estabelecido, já que respondem por 65 por cento da oferta cubana de alimentos.

Sem o carisma de seu irmão lhe fazendo sombra, Raúl terá de resolver questões básicas e abrir espaço político para um debate sobre como resolver os problemas, segundo Sweig. "Eles vão ter de tirar o Estado de empresas menores, que os cubanos podem claramente gerenciar por si sós."

Um cirurgião espanhol que examinou Fidel Castro no mês passado contestou uma reportagem do jornal espanhol El Pais, approved que afirma que o líder cubano encontra-se em estado grave após o fracasso de três cirurgias no intestino, help informou a CNN nesta quarta-feira.

A notícia do El Pais de terça-feira, site segundo a qual Fidel enfrentava um prognóstico "muito sério", gerou grandes especulações de que ele provavelmente estaria morrendo.

Fidel não foi visto em público após transferir o poder para seu irmão, o ministro da Defesa Raúl Castro, em 31 de julho, e sua saúde foi colocada em absoluto sigilo na ilha comunista.

Entretanto, José Luis Garcia Sabrido, que visitou Fidel Castro, de 80 anos, no final de dezembro, disse, segundo a CNN, que houve "melhora progressiva" em sua saúde desde que ele se submeteu a primeira cirurgia no intestino, em julho.

"As únicas partes verdadeiras da reportagem são o nome do paciente, que ele foi operado e que ele teve complicações. O resto é rumor", disse Garcia Sabrido.

O médico confirmou que examinou Fidel no mês passado por 90 minutos a pedido de autoridades cubanas, de acordo com a CNN. Foi divulgado pela CNN, entretanto, que ele se recusou a entrar em detalhes sobre a condição do paciente ou os detalhes da reportagem do El Pais, afirmando apenas que "não estão de acordo com a realidade, não são verdadeiros e não são reais".

Após sua visita a Cuba em dezembro, Garcia Sabrido disse a repórteres que Fidel não tinha câncer e que poderia retornar ao governo cubano se ele se recuperasse plenamente da operação.

O jornal El Pais disse que sua reportagem, que se concentrava no que foi descrito como operações fracassadas em remover inchaços no intestino grosso de Fidel, foi baseada em duas fontes médicas anônimas do hospital em que Garcia Sabrido trabalha.

Em uma nova reportagem nesta quarta-feira, o El Pais disse que Fidel pessoalmente tomou a decisão de evitar colostomia de rotina e optar por uma operação mais arriscada que deu errado.

Autoridades em Havana não comentaram as reportagens.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado