Um executivo de uma empresa de equipamentos médicos, Robert Johnson, afirmou nesta sexta-feira (30), durante julgamento da morte do cantor Michael Jackson, que o equipamento usado pelo acusado no dia da morte do cantor era inadequado.
Segundo o diretor, o médico Conrad Murray utilizou um oxímetro de pulso portátil inapropriado. A companhia em que Johnson trabalha é a fabricante do medidor utilizado no cantor no dia de sua morte.
“Ele não é o ideal pois não tem alarme”, afirmou a testemunha, que acrescentou que Murray deveria ter olhado constantemente para a tela do aparato para controlar as mudanças nos sinais de Michael, pois só assim identificaria uma parada cardíaca.
Johnson afirmou que o aparelho servia apenas para uso eventual. A promotoria alegou que o dispositivo usado pelo médico era de baixa qualidade e que existiam outros disponíveis no mercado, capazes de realizar um monitoramento mais prolongado do paciente.
O “rei do pop” morreu no dia 25 de junho de 2009, aos 50 anos, vítima de uma overdose de remédios, especialmente um potente anestésico, o propofol, ministrado, segundo a acusação, por Murray. O médico, que se declarou inocente, está sendo investigado por homicídio involuntário, cuja pena pode chegar a quatro anos.
As primeiras testemunhas a falarem no tribunal detalharam os últimos momentos vividos pelo cantor em sua mansão em Los Angeles. Segundo um segurança do artista, Alberto Alvarez, ele parecia já estar morto antes do serviço de emergência chegar.
O cantor só foi declarado morto no hospital, horas mais tarde. Alvarez disse que Murray realizava uma massagem cardíaca de forma pouco ortodoxa, usando apenas uma das mãos. E, além disso, interrompeu a reanimação para recolher frascos de remédios e um recipiente com propofol, supostamente com a intenção de ocultar provas.
Foi o segurança, que a pedido do médico, chamou o serviço de emergência. A defesa do médico procurou diminuir a credibilidade das testemunhas e alegou que o cantor tomou a dose fatal do anestésico por vontade própria.