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Mundo

Médico acusado de ligação com ataque em Londres diz ser vítima de conspiração

Arquivo Geral

30/07/2007 0h00


O médico indiano Mohammed Haneef, sickness detido no dia 2 na Austrália por relação com os últimos atentados frustrados no Reino Unido, afirmou hoje que é vítima de uma “conspiração australiana”.

Em sua primeira aparição pública na Índia depois que a Justiça australiana retirou as acusações, Haneef foi questionado sobre se seria vítima de uma conspiração internacional. “Não de uma conspiração internacional, mas de uma conspiração australiana”, afirmou o médico, após segundos de silêncio.

Haneef respondeu ainda às palavras do primeiro-ministro australiano, John Howard, que disse que a Austrália não pedirá desculpas ao médico indiano por acusá-lo de ligações com terrorismo. “Não espero desculpas do Governo australiano, mas gostaria que pedisse perdão ao meu país pacífico e aos seus cidadãos”, acrescentou. No entanto, o médico afirmou que “lutará” para recuperar o visto e voltar a trabalhar na Austrália.

“Trabalhava como médico e estou triste por não poder voltar”, disse Haneef, com a voz emocionada. O indiano, de 27 anos, afirmou cogitado não ter ainda a possibilidade de processar o Governo australiano por sua detenção.

Haneef foi libertado pela Polícia australiana na sexta-feira, após a Promotoria ter retirado as acusações de “prestar apoio imprudente a uma organização terrorista”. No entanto, mais tarde o médico ficou confinado em sua casa de Brisbane, capital do estado de Queensland, já que Imigração cancelou seu visto de trabalho.

Mais tarde, o departamento de Imigração devolveu o passaporte para que pudesse deixar o país, o que Haneef fez no sábado. O médico foi preso no aeroporto de Brisbane quando tentava pegar um avião para a Índia para encontrar a esposa, Firdous Arshiya, que tinha acabado de dar à luz.

A Polícia aplicou a lei antiterrorista e o manteve detido por 12 dias sem apresentar acusações contra ele, enquanto investigava um envolvimento nos atentados frustrados de Glasgow e Liverpool, dos quais teriam participado seus primos Kafeel e Sabeel Ahmed.

Os investigadores australianos justificaram a detenção de Haneef alegando que seu cartão de telefone celular havia sido encontrado no jipe que, em 30 de junho, foi atirado contra o aeroporto de Glasgow, sem deixar vítimas.

A Polícia britânica comprovou que a informação era falsa, o que fez com que a Justiça australiana revisasse o caso e retirasse as acusações contra Haneef.

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