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Mundo

McCain aposta em maior colaboração na política externa dos EUA

Arquivo Geral

26/03/2008 0h00

O candidato presidencial republicano, ed John McCain, visit this site disse hoje que os Estados Unidos devem reforçar suas alianças globais e insistiu em que o poder do país não pode se basear em fazer o que quer e quando quer.

“Nosso grande poder não significa que possamos fazer o que quisermos e quando quisermos, nem deveríamos assumir que temos toda a sabedoria e conhecimento necessários para ter sucesso”, afirmou o senador em discurso no World Affairs Council, um centro de estudos de Los Angeles.

Ele insistiu em que a liderança dos EUA no século XXI deve se assentar no entendimento de que existe uma poderosa força coletiva global que inclui União Européia (UE) e nações democráticas como Brasil, Índia, Japão, Austrália, Turquia e Israel, entre outras.

O aspirante republicano lembrou que outros países como China e Rússia são atores cada vez mais poderosos na esfera internacional.

“Nesse mundo (…), os EUA não podem liderar exclusivamente em virtude de seu poder. Devemos ser fortes política, econômica e militarmente, mas também precisamos liderar atraindo outros para nossa causa”.

McCain fez um apelo em favor de uma aliança global das mais de 100 nações democráticas ao redor do mundo para reforçar, assim, os valores democráticos e promover interesses compartilhados.

O discurso do senador pelo Arizona representa um afastamento da política unilateral que caracterizou o Governo do atual presidente, George W. Bush, principalmente após os atentados de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas e o Pentágono.

Os democratas acusaram McCain de oferecer as mesmas soluções de Bush, cuja popularidade está em níveis mínimos nas pesquisas.

Mas o senador republicano insistiu hoje em que, se chegar à Casa Branca, sua política externa será diferente da atual e se apoiará na colaboração e em “consertar” a imagem dos Estados Unidos no mundo.

“Os EUA devem ser um cidadão exemplar se queremos que os demais nos vejam como um modelo”, afirmou.

“Não podemos torturar ou tratar de forma desumana os suspeitos de terrorismo que capturamos. Acho que deveríamos fechar Guantánamo”, acrescentou.

McCain listou como o “desafio transcendental” do mundo atual a ameaça do terrorismo radical islâmico.

“Conseguir vencer essa batalha exigirá mais que força militar”, ressaltou, acrescentando que será preciso usar, entre outros, a diplomacia, a ajuda ao desenvolvimento e a informação de inteligência.

Ele defendeu, ao mesmo tempo, a atuação dos EUA no Iraque e se disse contrário à retirada de tropas do país.

O candidato republicano insistiu também na necessidade de buscar um modelo que substitua o Protocolo de Kioto para a redução de emissões poluentes, que expira em 2012.

O senador se referiu ainda às relações com a América Latina, que, disse, devem ser guiadas pelo “respeito mútuo” e não por “um impulso imperialista ou demagogia antiamericana”.

Em linha com o indicado no passado, destacou que os EUA deveriam trabalhar com seus aliados na África e exigir, ao mesmo tempo, “uma melhora da transparência e do estado de direito” no continente.

McCain prometeu, além disso, que, se for eleito presidente, estabelecerá o objetivo de erradicar a malária no continente, e acrescentou que os Estados Unidos deveriam liderar um esforço global para o desarmamento nuclear.

O senador pediu um renovado compromisso com o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).



 

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