O presidente da Comissão de Segurança Nacional do Senado americano, Joseph Lieberman, disse hoje que há sinais claros de que o massacre de quinta-feira protagonizado por um major de orige muçulmana na base de Fort Hood (Texas) foi um atentado terrorista.
Lieberman, que não é afiliado a nenhum partido mas normalmente vota com os democratas, declarou em entrevista à rede de televisão “Fox News” que existem “indícios muito fortes de que (o major) Hassan virou um extremista islâmico” e que o ocorrido foi um atentado terrorista”.
Por outro lado, o general George Casey, chefe de pessoal do Exército, disse que até o momento ninguém sabe se Nidal Malik Hassan, um psiquiatra de 39 anos, atuou por motivos políticos ou porque enfrentava problemas pessoais.
“A especulação pode fazer aumentar a reação negativa a nossos soldados muçulmanos”, alertou Casey em entrevista à “ABC”.
“Nossa diversidade, não só no Exército, mas em nosso país, é uma fortaleza”, disse o oficial, desta vez à rede “NBC”.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também pediu ao público que não se precipite em tirar conclusões sobre o ataque, no qual 13 pessoas morreram e 30 ficaram feridas.
Casey destacou que, por enquanto, os investigadores concluíram apenas que Hassan atuou sozinho.
Segundo fontes anônimas citadas neste domingo pelo jornal “The New York Times “, não há provas de que o major viajou ao exterior para se reunir com grupos extremistas ou que foi cooptado para promover atos de violência.
Ainda assim, Lieberman insistiu que, se forem confirmadas as ideias “extremistas” de Hassan, o ataque de quinta-feira deveria ser considerado o pior atentado terrorista nos Estados Unidos desde o 11 de setembro de 2001.