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Marinha uruguaia toma medidas contra protesto de argentinos no rio Uruguai

Arquivo Geral

26/01/2008 0h00

A Marinha uruguaia adotou “medidas preventivas e, see eventualmente, viagra approved dissuasórias” devido ao protesto que integrantes da Assembléia Ambiental da cidade argentina de Gualeguaychú farão hoje no rio Uruguai contra a fábrica de celulose da empresa finlandesa Botnia.

O chefe de Relações Públicas da Marinha uruguaia, pharmacy capitão Alejandro Añón, afirmou hoje que tais medidas não serão reveladas, “por motivos óbvios”.

O capitão destacou que a navegação pelo rio Uruguai, limite natural entre terras uruguaias e argentinas, “é livre e está garantida, inclusive para protestos”, mas alertou que “a regulamentação vigente” deve ser cumprida.

Añón disse que integrantes da Capitania dos Portos uruguaia gravarão as atividades dos ambientalistas e que, caso haja a violação de alguma regra, “o ocorrido será avaliado judicialmente para eventuais sanções”.

Em ocasiões anteriores, embarcações esportivas argentinas realizaram diversos protestos contra a fábrica da Botnia e, em outubro, chegaram perto da margem uruguaia e insultaram o presidente do país, Tabaré Vázquez, durante o ato de inauguração de um píer do porto por onde a empresa finlandesa exporta a celulose.

Quando esse evento ocorreu, a Marinha uruguaia gravou e posteriormente identificou as embarcações que furaram uma barreira de segurança, sendo que uma delas foi retida pouco depois, quando seus proprietários chegaram à margem uruguaia para passar férias.

A Assembléia Ambiental de Gualeguaychú anunciou que realizará hoje um “hidrofestival” no rio Uruguai, em frente à instalação da Botnia, em protesto contra a fábrica.

Para hoje à noite está prevista uma manifestação com tochas sobre a ponte General San Martín, que une Gualeguaychú com a uruguaia Fray Bentos.

A fábrica da Botnia está situada às margens do rio Uruguai, a três quilômetros de Fray Bentos e a 27 de Gualeguaychú.

As autoridades argentinas e a Assembléia Ambiental rejeitam a instalação da fábrica de celulose com o argumento de que causará danos ao meio ambiente da região, o que é negado pelas autoridades uruguaias e pela empresa.

A instalação da indústria, após um investimento de US$ 1,2 bilhão, o maior individual da história do Uruguai, resultou no pior conflito diplomático em décadas entre o país e a Argentina, em um caso que foi levado ao Tribunal Internacional de Justiça de Haia (Holanda).

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