Dezenas de milhares de militantes e simpatizantes maoístas cercaram hoje a secretaria central do Governo do Nepal, como parte dos protestos contra a decisão presidencial tomada em maio de restaurar em seu cargo o chefe do Exército.
As autoridades ordenaram um aumento da segurança nos arredores da secretaria de Governo, mas, por enquanto, não houve detenções nem incidentes violentos, segundo uma fonte do Governo.
“Há cerca de 10 mil policiais ao redor do Singha Durbar (como a secretaria é conhecida)”, disse à Agência Efe o porta-voz do Ministério do Interior, Jaya Mukunda Khanal.
Segundo Khanal, os acessos a uma área com raio de 200 metros ao redor da secretaria foram “proibidos”, e qualquer pessoa que tentar entrar na zona será detida.
De acordo com o programa maoísta, o dia de protestos começou às 8h (0h15 de Brasília) e terminará às 17h, momento em que também termina o horário de trabalho dos funcionários do Governo.
Apenas 60% dos empregados do centro foram ao trabalho, devido ao protesto maoísta, segundo Khanal.
As manifestações, em diferentes pontos, são lideradas pelos dirigentes do Partido Maoísta, incluindo o ex-primeiro-ministro Pushpa Kamal Dahal, conhecido como Prachanda.
Em maio, e ainda como primeiro-ministro, Prachanda decidiu destituir o chefe do Exército, o general Rookmangud Katawal, mas o presidente do país, Ram Baran Yadav, revogou essa ordem no mesmo dia, o que levou à posterior renúncia do maoísta.
Após a queda do Governo maoísta, o partido passou para a oposição e convocou manifestações por todo o país em protesto contra a permanência de Katawal à frente do Exército.