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Mundo

Maoístas admitem autoria de assassinato de jornalista seqüestrado no Nepal

Arquivo Geral

05/11/2007 0h00

Os líderes da antiga guerrilha maoísta nepalesa admitiram hoje que vários de seus seguidores assassinaram um jornalista seqüestrado há um mês, medications cuja captura tinha provocado uma onda de protestos, informou uma fonte do Partido Comunista do Nepal (maoísta).

Segundo Hari Bhankta Kandel, que coordenou o comitê de investigação sobre o seqüestro do jornalista Birendra Shah, este foi assassinado no mesmo dia de seu seqüestro por rebeldes maoístas, ocorrido o passado 5 de outubro cerca de 175 quilômetros ao sul de Katmandu.

“O partido não pode ser responsabilizado por uma ação de seus indivíduos”, disse Kandel em entrevista coletiva, na qual esclareceu que a legenda “não segue a política de atacar jornalistas”.

Segundo o representante dos maoístas, a morte de Shah se deveu a diferenças pessoais.

Kandel explicou que no assassinato estiveram envolvidos três membros maoístas que foram expulsos do partido e ofereceu a ajuda da legenda para resolver o caso.

As declarações do representante maoísta acontecem um dia após um protesto de jornalistas em Katmandu contra o Governo por sua falta de ação neste caso, em uma mobilização na qual pelo menos 14 repórteres foram detidos.

O primeiro-ministro nepalês, Girija Prasad Koirala, tinha afirmado na semana passada que em três dias seria divulgado o paradeiro de Birendra Shah, mas completado o prazo continuava-se sem saber nada do seqüestrado, embora já havia rumores na imprensa local sobre o assassinato do jornalista.

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