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Mundo

Manifestantes tunisianos pedem dissolução do partido de Ben Ali

Arquivo Geral

20/01/2011 11h13

Mais de mil pessoas ser reuniram nesta quinta-feira na frente da sede do Reunião Constitucional Democrática (RCD) do ex-presidente Zine el Abidine Ben Ali para pedir sua dissolução e a saída de todos os ministros do partido do novo Governo da Tunísia.

Alguns dos militares que estavam responsáveis pela segurança do edifício deram vários disparos para o alto, mas após momentos de confusão permitiram que os manifestantes se concentrassem na frente da sede do RCD, de 20 andares de altura e um dos prédios mais emblemáticos da capital tunisiana.

Após a agitação inicial, diversos manifestantes colocaram gerânios vermelhos nos canhões dos fuzis dos soldados, e se beijavam e abraçavam.

Durante todo o trajeto, fortemente vigiado pelos agentes de segurança, os participantes cantaram palavras de ordem contra o partido do regime anterior.

“RCD fora do país, quando vão compreender, que o RCD é o câncer do país” assim como outros lemas com duras críticas à Arábia Saudita por acolher o presidente foragido e sua família.

Entre os participantes, homens e mulheres, havia dezenas de estudantes, sindicalistas, professores e trabalhadores de todas as áreas.

A sede principal do RCD foi isolada pelo Exército e contava com a segurança de um carro de combate e alguns veículos militares.

Esta é a primeira vez desde que começaram as revoltas que os manifestantes conseguiram se aproximar da sede do RCD.

Os manifestantes, assim como fizeram no dia anterior, se concentraram primeiro perto do hotel África na avenida Habib Burguiba contidos por um cordão policial que os impedia de avançar.

Após quase uma hora de resistência e entre palavras de ordem para motivar a adesão dos agentes ao protesto, a marcha conseguiu romper a barreira policial e avançar através de toda a avenida até a sede do RCD.

Amina, um estudante de Direito da Universidade de Túnis, disse à Agência Efe que participou do protesto porque “nós somos o povo e não o RCD, que roubou durante décadas nossa liberdade e nossas riquezas”.

O anúncio nesta quinta-feira por parte dos 12 ministros do novo Governo pertencente ao RCD que abandonavam sua militância nesta formação não acalmou em absoluto os ânimos dos manifestantes que exigem sua saída do Executivo, segundo expressaram alguns deles aos jornalistas.

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