Dezenas de milhares de pessoas reunidas na praça Tahrir participam nesta sexta-feira de uma grande reza em um ambiente tranquilo e emotivo.
Os manifestantes, que iniciaram com emoção a oração do meio-dia, permaneceram em silêncio nos momentos prévios à reza, sem cantar palavras de ordem contra Mubarak e sem entoar nenhum hino.
O imame assegurou que “os manifestantes conseguiram conquistas inesperadas” e pediu “resistência e que se aferrem a suas reivindicações”.
A praça Tahrir, símbolo dos protestos que começaram no dia 25 de janeiro, está vigiada pelas Forças Armadas mas são os civis que controlam os acessos ao local e solicitam às milhares de pessoas que continuam cercando este lugar.
Como já ocorreu na convocação anterior, só há instalado um posto de controle na entrada da praça através da ponte de Qasr al Nil, que comunica o centro do Cairo com os bairros situados na margem contrária do Nilo.
A decepção e indignação após o discurso pronunciado na noite de quinta-feira por Mubarak encorajaram os manifestantes a continuarem nesta sexta-feira com seus protestos.
Em discurso, o líder se limitou a anunciar que tinha cedido algumas prerrogativas ao vice-presidente Omar Suleiman e confirmou que se mantém no poder.
Por sua parte, o Conselho Supremo das Forças Armadas anunciou nesta sexta-feira em comunicado que garantirá uma série de medidas, como o fim da Lei de Emergência, vigente no país desde 1981, “imediatamente depois que terminar a situação atual”.
Também prometeu que não perseguirá os “honoráveis cidadãos que rejeitaram a corrupção e pediram as reformas” e insistiu em uma série de passos que já foram anunciados por Mubarak e ratificados pelo vice-presidente Omar Suleiman e o primeiro-ministro, Ahmed Shafiq.