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Mundo

Manifestantes e Polícia se enfrentam em ato de reivindicações ao G8

Arquivo Geral

02/06/2007 0h00

A manifestação internacional realizada hoje em Rostock, viagra 40mg ailment na Alemanha, case para reivindicar das potências do G8 – sete países mais ricos e a Rússia – medidas contra a mudança climática e a pobreza foi ofuscada pelos choques iniciados por um grupo que atacou a Polícia com pedras e coquetéis Molotov.

Os confrontos começaram pouco depois de 500 jovens, usando capuzes e óculos escuros, chegarem ao porto de Rostock, onde as duas frentes da manifestação que partiram de diferentes pontos da cidade deveriam se reunir às 12h.

Os policiais que acompanhavam o protesto foram atacados por alguns manifestantes e responderam com gás de pimenta.

Pelo menos cinco jovens foram detidos, e três policiais deixaram o local em ambulâncias.

Segundo um cálculo inicial da Polícia, mais de cem policiais ficaram feridos na operação, sendo que onze deles tiveram que dar entrada no hospital e três se encontram em estado grave.

Os distúrbios ofuscaram o final de uma manifestação pacífica, caracterizada por seu clima festivo e musical graças ao som dos tambores, dos assobios e da música eletrônica e de protesto que eram emitidos por alto-falantes.

Até mesmo um grupo de palhaços amenizou a manifestação, que, segundo fontes policiais, não chegou a superar as 25 mil pessoas, se comparadas às cem mil que a organização espera reunir em Rostock sob o lema “Outro mundo é possível”.

O objetivo do protesto era claro: criticar as injustiças da globalização e recordar ao G8 que pode e deve solucioná-las.

A mudança climática, a recusa à energia nuclear e o fim da pobreza na África foram alguns dos temas principais da manifestação, que contou com anarquistas, comunistas, ecologistas, homossexuais, feministas, grupos pró-Palestina e a Igreja da libertação.

A presença em massa da Polícia ofuscou especialmente a festa final com que as cerca de 300 organizações esperavam encerrar a manifestação que percorreu as ruas de Rostock.

Alguns porta-vozes da organização culpam a grande quantidade de policiais, acompanhada do barulho ensurdecedor dos helicópteros, para o início dos atos violentos.

A música de grupos como Rage Against the Machine ou Wirsind Helden, tão quanto os discursos finais do Attac e do Greenpeace, entre outros, foram praticamente silenciadas pelo sobrevôo constante de um helicóptero da Polícia que permaneceu sobre a tribuna.

Do palco, os organizadores não se cansaram de pedir calma aos manifestantes, que acusavam a Polícia de provocador os distúrbios.

Enquanto o porta-voz da organização pedia aos militantes que não se deixassem levar pela provocação e fechassem o cerco para evitar o acesso da Polícia, as forças de repressão utilizavam canhões de água para dispersar os grupos mais violentos.

A zona portuária de Rostock foi escolhida para resumir as reivindicações dos manifestantes: que o G8 atue contra a pobreza e a mudança climática e forneça remédios ao Terceiro Mundo.

A organização do protesto esperava a chegada de 6 mil manifestantes de fora da Alemanha, entre dinamarqueses, gregos, finlandeses, suecos, noruegueses, franceses, belgas, holandeses e poloneses.

Rostock reunirá na próxima semana grandes personalidades da oposição intelectual à globalização econômica, com a realização de conferências e shows.

Um dos pontos altos do evento será o macrofestival previsto para quarta-feira com o lema “Tua voz contra a pobreza”, que contará com a presença de artistas, entre outros, o líder do U2, Bono.

A organização reivindica ao G8, cuja reunião será realizada entre 6 a 8 de junho no balneário de Heiligendamm, que destine à África até 2010 os US$ 25 bilhões que prometeram em Gleneagles (2005) e que estabeleçam normas ambientais para frear a mudança climática.

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