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Manifestações contra corrupção levam milhares às ruas na Indonésia

Arquivo Geral

09/12/2009 0h00

Milhares de indonésios fizeram hoje manifestações coordenadas por todo o país contra a série de casos de corrupção que envolvem o Executivo, a Polícia e a Promotoria, em ação que as autoridades tinham afirmado que seria utilizada para derrubar o Governo.

A iniciativa mais numerosa foi realizada em Jacarta, capital do país, onde houve momentos de tensão entre os milhares de participantes e os mais de 13 mil policiais mobilizados para conter os manifestantes.

Junto ao Palácio Presidencial, vários grupos de universitários queimaram cartazes e trocaram empurrões e gritos com as forças de segurança, avaliada pela população como uma das instituições mais corruptas do país.

Os principais alvos das críticas foram o presidente Susilo Bambang Yudhoyono, reeleito em julho, o vice-presidente, Boediono, e a ministra das Finanças, Sri Mulyiani.

Os três estão na mira da Justiça e do Legislativo, devido à aprovação do resgate multimilionário, e supostamente fraudulento, de um pequeno banco com dinheiro público no ano passado.

Exceto em incidentes isolados, os protestos não resultaram nos graves distúrbios ou no golpe de Estado que as autoridades tinham antecipado.

Às 8h (0h de Brasília) começaram as manifestações em 11 pontos diferentes de Jacarta, entre eles o Palácio Presidencial e a sede da Agência Anticorrupção (KPK). Os participantes se juntaram às 12h no maior parque da capital.

Yudhoyono, cuja popularidade foi gravemente prejudicada pelos escândalos de corrupção, prometeu ontem lutar contra fraudes e abusos.

“Liderarei a luta contra a corrupção. A corrupção é nosso inimigo comum”, disse, em discurso exibido pela televisão.

A corrupção é uma das principais marcas da Indonésia, sempre apontada como um dos países menos transparentes nas classificações internacionais.

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    Manifestações contra corrupção levam milhares às ruas na Indonésia

    Arquivo Geral

    09/12/2009 0h00

    Pelo menos uma pessoa morreu hoje nas manifestações que aconteceram por toda a Indonésia contra os casos de corrupção que envolvem o Executivo, a Polícia e a Procuradoria, em uma ação que as autoridades disseram que seria usada pelos críticos para derrubar o Governo.

    O ativista Andy Faralay, de 31 anos, morreu em Jacarta de causa natural, e não por causa dos enfrentamentos com a Polícia, informou a ONG à qual pertence.

    Embora as manifestações tenham se desenvolvido, em geral, com normalidade, houve incidentes em Makasar, Bima e Pamekasan, além de em Jacarta.

    A iniciativa mais numerosa foi realizada em Jacarta, capital do país, onde houve momentos de tensão entre os milhares de participantes e os mais de 13 mil policiais mobilizados para conter os manifestantes.

    Junto ao Palácio Presidencial, vários grupos de universitários queimaram cartazes e trocaram empurrões e gritos com as forças de segurança, avaliada pela população como uma das instituições mais corruptas do país.

    Os principais alvos das críticas foram o presidente Susilo Bambang Yudhoyono, reeleito em julho, o vice-presidente, Boediono, e a ministra das Finanças, Sri Mulyiani.

    Os três estão na mira da Justiça e do Legislativo, devido à aprovação do resgate multimilionário, e supostamente fraudulento, de um pequeno banco com dinheiro público no ano passado.

    Exceto em incidentes isolados, os protestos não resultaram nos graves distúrbios ou no golpe de Estado que as autoridades tinham antecipado.

    Às 8h (0h de Brasília) começaram as manifestações em 11 pontos diferentes de Jacarta, entre eles o Palácio Presidencial e a sede da Agência Anticorrupção (KPK). Os participantes se juntaram às 12h no maior parque da capital.

    Yudhoyono, cuja popularidade foi gravemente prejudicada pelos escândalos de corrupção, prometeu ontem lutar contra fraudes e abusos.

    “Liderarei a luta contra a corrupção. A corrupção é nosso inimigo comum”, disse, em discurso exibido pela televisão.

    A corrupção é uma das principais marcas da Indonésia, sempre apontada como um dos países menos transparentes nas classificações internacionais.

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