A manifestação foi convocada inicialmente pelo Movimento Democrático Laranja (ODM) para segunda-feira. Mas a oposição decidiu adiar o protesto para ontem, quinta-feira, porque o governo havia proibido concentrações e passeatas.
Ontem, dirigentes de ODM primeiro disseram que o ato político estava transferido para a próxima terça-feira. Depois, determinaram que seria realizado hoje. Quando o ato finalmente acontecer, o líder da ODM, Raila Odinga, deverá se proclamar “presidente do povo” e repetir as suas denúncias de irregularidades nas eleições de 27 de dezembro.
O presidente Mwai Kibaki, que tentou a reeleição, foi dado como vencedor oficial da votação, e uma hora depois de a Comissão Eleitoral anunciar a seu vitória ele tomou posse do seu segundo mandato.
A ODM afirma que Kibaki teve 1 milhão de votos fraudulentos. A missão de observadores da União Européia pôs em dúvida a credibilidade da apuração.
A presença policial hoje no parque Uhuru era menor que em outras ocasiões. Mesmo assim, os agentes de segurança não deixavam passar ninguém. Mas também não havia grupos de pessoas tentando romper os cordões policiais.
Não foi possível falar com nenhum dirigente da ODM para confirmar se a concentração se mantém hoje ou foi adiada mais uma vez. Os distúrbios no Quênia após as eleições causaram cerca de 300 mortes.