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Mundo

Manifestação da oposição em Nairóbi é adiada para terça-feira

Arquivo Geral

03/01/2008 0h00

Dirigentes da oposição do Quênia adiaram para a próxima terça-feira a concentração que seria realizada hoje em um parque desta capital, information pills e cuja realização foi impedida pela Polícia. O anúncio foi feito pelos dirigentes do Movimento Democrático Laranja (ODM) William Ruto e Norman Nyagah, próximo ao local onde estava programada a concentração, no parque Uhuru.

Nyagah foi o que chegou mais perto do parque, cerca de 300 metros, e anunciou aos integrantes do último cordão policial que a manifestação estava cancelada. Imediatamente depois, as pessoas reunidas foram dispersadas com gás lacrimogêneo.

A manifestação de hoje estava convocada inicialmente para segunda-feira passada, mas a oposição decidiu adiá-la, porque o Governo proibiu as concentrações e passeatas públicas.

No ato de hoje, o candidato da ODM nas presidenciais, Raila Odinga, tinha previsto se proclamar “presidente do povo”, em contraste com a posse como chefe de Estado de domingo do presidente Mwai Kibaki, que se apresentou à reeleição e foi dado como ganhador oficial do pleito de 27 de dezembro.

Odinga não foi visto na marcha de militantes e dirigentes da oposição. Momentos antes de Nyagah se aproximar do último cordão policial, Ruto anunciou aos partidários que o acompanhavam que voltará a tentar a marcha na próxima terça-feira.

A ODM afirma que Kibaki foi proclamado vencedor nas urnas com um milhão de votos fraudulentos, e a missão de observadores da União Européia colocou em dúvida a credibilidade da apuração.

As forças policiais, que foram mobilizadas no início do dia em vários setores de Nairóbi, especialmente nos arredores do parque Uhuru, usaram gás lacrimogêneo e caminhões-pipa para dispersar os grupos de manifestantes.

Também montaram um cordão que impediu a saída de opositores a partir da favela de Kibera, nos arredores de Nairóbi e principal reduto da oposição queniana.

Cerca de 300 pessoas morreram nos distúrbios registrados desde sábado passado, tanto devido aos choques políticos e tribais quanto pela repressão das forças policiais e militares.

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