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Mundo

Maliki rejeita diálogo com milícia de Moqtada al-Sadr

Arquivo Geral

28/03/2008 0h00

O primeiro-ministro iraquiano, treatment Nouri al-Maliki, about it disse hoje que não vai dialogar com a milícia do Exército Mehdi, purchase fiel ao clérigo xiita Moqtada al-Sadr, que enfrenta desde segunda-feira o Exército iraquiano em Bagdá e em várias cidades do sul do país, como Basra.

Maliki ordenou hoje que os responsáveis pelas operações de segurança no país “tratem (os insurgentes) com determinação” e advertiu de que todas as pessoas que não cumprirem o toque de recolher – que entrou em vigor na quinta-feira e se manterá até domingo – se tornarão “alvo”.

Segundo um comunicado da direção do plano de segurança, entre as principais medidas ordenadas por Maliki está “tratar com determinação e força as organizações armadas, sem negociações ou tréguas”.

As declarações do primeiro-ministro iraquiano foram feitas depois de uma sessão parlamentar convocada com caráter extraordinário para resolver esta crise, que já deixou mais de 140 mortos.

No entanto, durante a sessão, na qual foram registradas ausências notáveis, os legisladores se limitaram a acordar a formação de uma comissão de inquérito.

Fontes parlamentares afirmaram que as conversas continuarão, previsivelmente esta noite, na casa do ex-primeiro-ministro iraquiano Ibrahim al-Jaafari para tentar encontrar uma saída aos confrontos, que começaram na segunda-feira entre o Exército Mehdi e as forças armadas iraquianas.

O Exército Mehdi foi criado por Moqtada al-Sadr em 2004 em resposta a uma grande ofensiva americana contra seus seguidores.

Neste mesmo ano, a milícia, ainda com poucos recursos, travou violentas batalhas contra as tropas dos Estados Unidos em Najaf, sul do Iraque, e em Cidade de Sadr, o populoso bairro de Bagdá que serve de reduto aos fiéis ao religioso.

Este grupo também conta com uma grande presença no Parlamento, onde detém 30 cadeiras, e no Governo, onde possuía seis ministérios, entre eles o de Saúde, antes de se retirar devido à sua oposição à política de Maliki.

A atividade de suas milícias é tamanha que o anúncio unilateral de uma trégua feito por Sadr no ano passado e renovado em fevereiro é considerado uma das principais causas do retrocesso da violência no país.

Seus opositores acusam o Exército Mehdi de ser responsável pela violência sectária que colocou o país à beira da guerra civil após o atentado de fevereiro de 2006 contra um mausoléu xiita na cidade de Samarra, 125 quilômetros ao norte de Bagdá.

O fato de que o grupo tenha retomado as armas faz com que muitos temas que os eventos se agravem.

Enquanto, por um lado, as milícias pedem o diálogo, apoiadas pelo Irã, que pediu um cessar-fogo e o início de negociações, Maliki, por outro, parece que decidiu levar esta luta até o fim.

Para isso, conta com o apoio do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que hoje qualificou a ofensiva iraquiana em Basra de “momento definitivo” para o Governo do primeiro-ministro iraquiano.

Por enquanto, Bush e Maliki coincidem em descrever as milícias como máfias criminosas contra as quais o único diálogo possível é o das armas.



 

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