O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, pediu hoje, em discurso dirigido à nação, “unidade e paciência” para enfrentar a luta contra o terrorismo.
“Os inimigos do Iraque formaram uma frente unida e nós também devemos permanecer em uma frente unida para enfrentá-los”, disse Maliki, que reagia, assim, ao sangrento dia de ontem, no qual uma série de atentados em Bagdá matou 125 pessoas.
Em seu discurso, o primeiro-ministro enfatizou que “o terrorismo não diferencia um nacionalismo de outro” e pediu aos iraquianos para “mostrar mais coesão e firmeza, sem se importar com as inclinações políticas”.
Ontem, Maliki acusou “grupos criminosos da Al Qaeda e do Baath, respaldados do exterior”, de ter cometido os atentados, mas sem precisar de onde vinham esses apoios.
Após dois atentados semelhantes ocorridos em Bagdá em agosto e outubro, nos quais morreram mais de 250 pessoas, as autoridades iraquianas não duvidaram em apontar a Síria como responsável última do ocorrido, por prestar apoio aos agressores. Essa informação foi negada pelo regime sírio.
Em seu discurso de hoje, o líder iraquiano evitou fazer acusações concretas e se limitou a condenar os “terroristas imorais que querem sabotar a segurança e a estabilidade, e prejudicar as conquistas conseguidas nos últimos anos”
Além disso, pediu que o Tribunal Superior de Justiça condene à morte aqueles que estiverem envolvidos em crimes terroristas.