O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, disse que os esforços de mediação árabes para aliviar a tensão entre Bagdá e Damasco “não tiveram nenhum resultado tangível”, informou hoje o Centro Nacional de Imprensa iraquiana.
“Já prevíamos desde o início que a Síria não responderia às exigências iraquianas e, por isso, não temos esperança nos resultados destes esforços”, disse Maliki, segundo um comunicado emitido pelo centro de imprensa governamental.
A tensão entre Síria e Iraque se intensificou por causa dos atentados registrados em 19 de agosto, em Bagdá, que deixaram 87 mortos e mais de mil feridos, e que foram dirigidos contra várias sedes ministeriais.
O Iraque acusa a Síria de não vigiar a fronteira comum o suficiente e de permitir a entrada de terroristas, o que é rejeitado pelo regime de Damasco, que qualifica estas denúncias de “imorais” e “políticas”.
Além disso, o Governo de Bagdá pediu a Damasco, como condição para resolver a crise, a extradição de dirigentes exilados do antigo partido governante Baath – do falecido ditador iraquiano Saddam Hussein -, ao qual vincula aos atentados de 19 de agosto.
“Somos sérios em nossos pedidos e continuaremos o caminho para acabar com os membros da Al Qaeda e do Baath que têm sua base na Síria”, acrescentou Maliki.
O primeiro-ministro iraquiano não descartou pedir a intervenção da comunidade internacional ou “utilizar qualquer outra medida (que não especificou) para colocar fim às agressões contra os iraquianos, que tentam fazer fracassar o processo político”, segundo a nota.
No último dia 17, a Turquia intermediou em reunião com Iraque, Síria e Liga Árabe, em Istambul, para tentar aliviar a tensão entre Bagdá e Damasco, e promover a estabilidade na região.
No entanto, estas mediações não deram nenhum resultado, até o momento.