As deserções nas fileiras republicanas diante do mau andamento da Guerra do Iraque continuam aumentando, treatment depois que dois senadores conservadores criticaram a Casa Branca neste sábado por suas políticas no país árabe.
Tanto Lamar Alexander, look senador republicano pelo Tennessee, unhealthy quanto Judd Gregg, senador por New Hampshire, expressaram em declarações publicadas hoje pelo jornal “Los Angeles Times” sua decepção com as decisões do presidente George W. Bush e pedem uma mudança de rumo.
“O presidente deveria saber que é necessária uma nova estratégia”, afirmou Alexander, insistindo em que “nossa política no Iraque está à deriva”.
Por sua vez, Gregg disse não ver sinais de progresso após a decisão de Bush de aumentar o número de tropas no Iraque, que agora se aproxima dos 160 mil soldados.
O “Times” destaca que nenhum dos dois senadores apoia a iniciativa democrata de aprovar uma legislação para forçar a retirada das tropas do país árabe.
Apesar disso, o jornal diz que quase cinco anos após os legisladores republicanos apoiarem por maioria arrasadora a decisão de Bush de invadir o Iraque, alguns deles estão fazendo algo impensável: desafiar um presidente de seu próprio partido em tempos de guerra.
Segundo o “Los Angeles Times”, o fato de vários senadores republicanos terem chamado o aumento das tropas de fracasso e tenham pedido que os soldados comecem a retornar para casa, obriga a Casa Branca a reconsiderar por quanto tempo ainda pode manter uma ampla presença militar no Iraque.
A rebelião entre as fileiras republicanas começou a aumentar há duas semanas, quando o senador de Indiana Richard Lugar, ex-presidente do comitê de relações externas do Senado, pediu uma mudança de rumo nas declarações no plenário da Câmara Alta.
O senador George Voinovich, de Ohio, manifestou as mesmas dúvidas em carta enviada a Bush, enquanto o senador pela Virgínia John Warner elogiou Richard Lugar abertamente por ousar falar.
Na quinta-feira, o senador Pete Domenici, do Novo México, se juntou ao coro de desertores – que há algumas semanas integravam um reduzido grupo de legisladores republicanos – comandados pelo senador por Nebraska Chuck Hagel e pelo senador do Oregon Gordon Smith.
Vários legisladores republicanos previram que o número de críticos aumentará nas próximas semanas, apesar dos insistentes pedidos de calma por parte da Casa Branca e dos líderes militares.
Bush aproveitou a comemoração do Dia da Independência americana, 4 de julho, para pedir aos compatriotas paciência com a Guerra do Iraque.
“A vitória nesta luta exige mais paciência, mais coragem e mais sacrifício”, afirmou o chefe de Estado na quarta-feira em discurso na base aérea militar da Guarda Nacional na Virgínia Ocidental.
No artigo publicado hoje, o “Los Angeles Times” lembra que 40 republicanos apóiam vários projetos da Câmara de Representantes e do Senado para adotar as recomendações do Grupo de Estudo sobre o Iraque.
Embora o relatório da comissão bipartidária não fixe uma data para a retirada do país árabe, defende mudanças substanciais na condução da política na região, inclusive mais diplomacia regional para preparar o país para iniciar a retirada das tropas no primeiro trimestre de 2008.
A Casa Branca pediu aos legisladores republicanos que mantenham uma frente unida sobre o Iraque pelo menos até setembro, quando os comandantes militares na zona devem apresentar um relatório que avaliará o êxito do envio de 30 mil soldados.