Cerca de 36% dos britânicos reivindica a volta imediata de suas tropas do Afeganistão, segundo uma pesquisa do jornal “The Times”.
Sua publicação acontece no mesmo dia em que o primeiro-ministro, Gordon Brown, irá anunciar o envio de mais soldados para reforçar o contingente britânico na província de Helmand, que passará de 9 mil a 9.500.
A oposição à presença militar britânica no país asiático é maior entre as mulheres: quatro em cada dez delas querem que os soldados voltem já para casa.
Entre os homens, aumentou também a oposição de um mês para cá, de 29% a 32%.
O número de mortos britânicos no conflito supera já os 220, 55 deles nos últimos quatro meses.
Antes de anunciar na Câmara dos Comuns o novo envio de efetivos militares, Brown lerá durante o intervalo parlamentar os nomes dos 37 soldados mortos desde o final de junho até esta semana.
O líder trabalhista reivindicará também aos outros aliados da Otan que sigam o exemplo britânico e reforcem também seus efetivos no país asiático.
Enquanto isso, na enquete oficial sobre a decisão britânica de invadir Iraque, vários familiares de mortos disseram na terça-feira que o ex-primeiro-ministro Tony Blair deveria ser levado ao Tribunal de Haia por “crimes de guerra”.
Sir John Chilcot, o ex-funcionário público que dirige a enquete, teve que escutar duríssimas acusações dos familiares das vítimas, que qualificaram de “ilegal” a decisão de invadir Iraque sem a autorização das Nações Unidas.