Mais de 600 mil pessoas participaram hoje em Colônia, diagnosis na Alemanha, do já tradicional desfile de São Cristóvão da comunidade gay e lésbica, que é considerada a maior festa homossexual do continente.
Ao ritmo de sons tropicais, cerca de 20 mil pessoas participaram do desfile divididos em 84 grupos multicolores, em um ambiente que nada deixa a desejar aos clássicos carnavais da Renânia.
Além disso, Dezenas de milhares de pessoas se somaram à festa ao longo de todo o percurso do desfile, que aconteceu sem incidentes e sob bom tempo.
Os irmãos gêmeos Lech e Jaroslav Kaczinski, presidente e primeiro-ministro da Polônia, respectivamente, foram o alvo principal das brincadeiras e críticas do desfile, no qual foi denunciada a discriminação que os homossexuais sofrem no país vizinho.
“O assédio dos homossexuais na Polônia, as pancadas da Polícia contra manifestantes pacíficos em Moscou não podem ficar sem resposta”, disse o deputado dos Verdes Volker Beck, que sofreu na própria carne na capital russa a agressão de ultranacionalistas.
Sob o lema Homo europeicus: andai erguidos os participantes da marcha encorajaram a luta contra toda discriminação e levaram, entre outros cartazes, um com um desenho de Kaczynki de quatro e armado com um cassetete, ao qual seguiam erguendo-se cada vez mais, como em uma sucessão evolutiva, os chefes de Governo de Itália, Grã-Bretanha, Alemanha, Espanha e Holanda.
O desfile dos homossexuais alemães em Colônia lembra a primeira grande manifestação gay em 1969 na rua São Cristóvão de Nova York.