O enterro de Alfonsín será precedido por um ato que tem entre os oradores o presidente do Senado, José Sarney, cujo mandato como presidente do Brasil (1985-1990) coincidiu com o do argentino.
Uma intensa chuva caiu sobre a fila que ocupa seis ruas para entrar no salão onde é velado o ex-presidente, morto na terça-feira em sua casa em Bueno Aires, devido a uma pneumonia agravada por um câncer de pulmão.
Os historiadores coincidem em que o reconhecimento popular lembra os grandes funerais do ex-presidente Hipolito Yrigoyen, em julho de 1933, e do general três vezes presidente Juan Domingo Perón, fundador do Partido Justicialista (peronista), em 1974.
“Há muito tempo, a família sabe que ele é muito querido pelos argentinos”, declarou a jornalistas José Ignacio López, porta-voz de Alfonsín durante seu mandato presidencial (1983-1989), embora o fim de seu Governo tenha sido marcado por um inflação que chegou a 4.900% no último ano.
Também em 1989, Alfonsín enfrentou 13 greves gerais e três tentativas de golpe militar.
López transmitiu aos argentinos, Governos e personalidades estrangeiros “o agradecimento” da família de Alfonsín e confirmou que seu enterro será precedido por uma missa celebrada pelo arcebispo da província de Santa Fé, José María Arancedo, primo do ex-presidente e pelo bispo Justo Laguna.
Amigo de Alfonsín, na terça-feira Laguna havia dado a ele a unção dos doentes.
O funeral pode se atrasar devido ao fato de que milhares de pessoas ainda fazem fila prestar homenagem a Alfonsín, cujo enterro está previsto para as 14h (mesmo horário de Brasília).