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Mais de 300 jornalistas presos no mundo até o final de 2025, segundo o CPJ

Relatório do Comitê para a Proteção dos Jornalistas revela 330 profissionais encarcerados em 2025, com China, Mianmar e Israel entre os principais responsáveis

Redação Jornal de Brasília

21/01/2026 12h58

Imagem sem data registra o fotógrafo turco Yasin Akgul, da Agence France-Presse (AFP), no Museu de Arte Moderna de Istambul. O profissional foi detido pelas autoridades turcas.

Imagem sem data registra o fotógrafo turco Yasin Akgul, da Agence France-Presse (AFP), no Museu de Arte Moderna de Istambul. O profissional foi detido pelas autoridades turcas – Foto: AFP

Um total de 330 jornalistas estavam presos em todo o mundo por seu trabalho no último mês de 2025, afirmou, nesta quarta-feira (21), o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

É o quinto ano consecutivo em que a contagem desta organização defensora da liberdade de imprensa supera os 300 casos.

A China tinha 50 jornalistas presos em 1º de dezembro, seguida por Mianmar com 30 e Israel, que deteve 29 repórteres palestinos, apontou o CPJ em seu relatório anual.

Em seguida vinha a Rússia, com 27 jornalistas presos, dos quais cinco eram ucranianos; depois Belarus, com 25, e Azerbaijão com 24, segundo o CPJ.

A região com mais jornalistas detidos no mundo em 2025 foi a Ásia (110). Seguida da Europa e Ásia Central (96), Oriente Médio e Norte da África (76), África (42) e Américas (6).

O CPJ destacou, no entanto, que o baixo número no continente americano “oculta uma tendência de perseguição política contra jornalistas que informam sobre corrupção”.

Em 1º de dezembro, a Venezuela tinha três jornalistas detidos, mas, segundo informado, ao menos dois foram libertados após a captura do presidente Nicolás Maduro pelas forças americanas em 3 de janeiro.

Na Guatemala, José Rubén Zamora, vencedor do Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa do CPJ, em 1995, continuava detido arbitrariamente.

Os Estados Unidos detiveram o jornalista salvadorenho Mario Guevara em junho, depois que ele cobriu um protesto contra o presidente Donald Trump, mas foi deportado por sua situação migratória antes da realização do censo do CPJ em 1º de dezembro.

O número de 2025 é o terceiro mais alto já registrado pelo CPJ desde que começou seu censo em 1992, e fica apenas abaixo do número máximo de 384 jornalistas presos por seu trabalho no fim de 2024.

“Estes números recordes refletem o autoritarismo e o aumento dos conflitos armados no mundo todo”, assinalou o CPJ em seu relatório.

A ONG, com sede em Nova York, indicou que quase metade dos jornalistas presos não havia sido condenada por nenhum crime. Daqueles que tinham sido sentenciados, mais de um terço cumpria penas de prisão superiores a cinco anos.

Quase um terço dos jornalistas detidos havia sofrido “maus-tratos”, segundo o CPJ, incluindo 20% com denúncias de tortura ou espancamentos. Desde 1992, o Irã registrou a maior incidência de torturas e espancamentos, seguido por Israel e Egito.

AFP

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