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Mais de 300 africanos recrutados pela Rússia morreram na Ucrânia

Investigação indica que ao menos 316 morreram no conflito e sugere estratégia organizada para compensar escassez de soldados

Redação Jornal de Brasília

11/02/2026 14h39

Foto: Alexey DANICHEV / POOL / AFP

Foto: Alexey DANICHEV / POOL / AFP

Pelo menos 1.417 africanos foram recrutados pelo Exército russo para a guerra na Ucrânia, e mais de 300 morreram no conflito, segundo um relatório publicado nesta quarta-feira (11) pelo coletivo investigativo All Eyes on Wagner (AEOW).

O grupo publicou uma lista dos recrutados, compilada pelo programa ucraniano “Eu Quero Viver”, que monitora os combatentes russos mortos em ação e incentiva a rendição.

O relatório contém os nomes de 1.417 pessoas de 35 países africanos que foram recrutadas pelo Exército russo entre janeiro de 2023 e setembro de 2025, e os nomes de 316 que morreram na linha de frente.

No entanto, os números reais provavelmente são muito maiores, segundo o coletivo.

“O fenômeno do recrutamento de cidadãos africanos não é um epifenômeno isolado, mas sim a espinha dorsal de uma estratégia deliberada e organizada”, à medida que a guerra se prolonga e a Rússia precisa “lidar com a escassez de homens”, afirma o relatório.

“Ficamos muito impressionados com a facilidade com que se encontra uma oferta ou uma forma de sair desses países (africanos). Leva apenas cinco minutos nas redes sociais”, disse Lou Osborn, do coletivo AEOW, à AFP.

Milhares de estrangeiros juntaram-se às fileiras russas na Ucrânia, recrutados em países com laços históricos — Cazaquistão, Tadjiquistão e Cuba — e em outros com relações crescentes (Nepal, Sri Lanka, Iraque e nações africanas).

A Ucrânia também tem milhares de combatentes estrangeiros em suas fileiras.

AFP

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