Mais de 30 ultradireitistas israelenses foram detidos nesta quinta-feira em diversos locais de Israel no “Dia da Ira”, convocado em protesto contra a violenta evacuação de uma colônia judaica na Cisjordânia na última segunda-feira, informou a Polícia local.
A maioria das prisões ocorreu em torno de Tel Aviv e Jerusalém, onde os ativistas – próximos ao movimento colonizador judaico – queimaram pneus e bloquearam vias, assinalou à Agência Efe o porta-voz policial, Micky Rosenfeld.
De manhã, cerca de 15 manifestantes bloquearam temporariamente o trânsito na estrada número 1, que conecta as duas principais cidades (Jerusalém e Tel Aviv) antes de serem evacuados pela Polícia, que aumentou as patrulhas pela cidade.
Horas depois, outro grupo bloqueou uma parte da ferrovia entre a cidade de Modiín, no centro do país, e o aeroporto internacional Ben Gurion, perto de Tel Aviv, embora quase não tenha afetado a frequência dos trens, informa a imprensa local.
“A guerra é contra os árabes” foi um dos lemas escritos nos cartazes do protesto, que não contava com o apoio de Yesha, órgão que representa os colonos judeus na Cisjordânia.
Também no território ocupado da Cisjordânia, dezenas de manifestantes bloquearam o acesso a Ramala pelo assentamento de Beit El e a via de acesso a um povoado palestino junto a Hebron.