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Mais de 250 detidos no Equador no primeiro dia de toque de recolher anticrime

Operação com apoio dos Estados Unidos mobiliza 75 mil agentes de segurança em províncias afetadas pelo narcotráfico

Redação Jornal de Brasília

16/03/2026 14h31

Foto: AFP

Foto: AFP

Policiais e militares do Equador detiveram mais de 250 pessoas, a maioria por violar um toque de recolher noturno imposto por duas semanas em meio a uma ofensiva antidrogas com apoio dos Estados Unidos, informou nesta segunda-feira (9) o Ministério do Interior.

As operações, iniciadas na noite de domingo, são realizadas nas províncias costeiras de Guayas, Los Ríos, Santo Domingo de los Tsáchilas e El Oro, as mais afetadas pela violência de organizações armadas dedicadas ao narcotráfico, extorsão e assassinatos por encomenda.

Em imagens divulgadas pela polícia, é possível ver agentes derrubando portas, um homem de roupa íntima deitado de bruços com as mãos na cabeça, além de policiais patrulhando ruas e inspecionando residências.

O primeiro dia de operações deixou 253 detidos, “principalmente (por) violação do toque de recolher e porte de armas”, informou o Ministério do Interior a jornalistas em seu canal de WhatsApp.

O ministro do Interior, John Reimberg, divulgou no Instagram vídeos de detidos alinhados ao lado de policiais, entre eles mulheres e homens jovens, uma mesa com drogas e agentes realizando revistas nas ruas.

O governo mobilizou 75 mil militares e policiais em seu plano denominado “Ofensiva total”, que faz parte de acordos com Washington para compartilhar informações e fortalecer as capacidades das forças de segurança equatorianas.

O Equador integra a aliança de 17 países criada por Donald Trump para combater o narcotráfico na região, após um acordo firmado no início do mês em Miami sob o nome “Escudo das Américas”.

Durante o toque de recolher, que vai das 23h (0h no horário de Brasília) às 5h (6h no horário de Brasília), somente podem circular viajantes com passagem aérea em mãos e profissionais de saúde e de emergência.

“Não serão concedidos salvo-condutos”, afirmou a polícia em suas redes sociais.

AFP

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