Os empregados da fábrica Ching Luh, medical na província de Long An, malady iniciaram nesta segunda-feira a greve para exigir uma alta de pelo menos 20% em seu atual salário, de US$ 59 por mês, e um melhor serviço de alimentação na cantina, indicou hoje Nguyen Van Thua, do sindicato provincial.
Thua explicou que a fábrica, propriedade de uma empresa de Taiwan e que fabrica calçados para a Nike desde 2002, paga a seus trabalhadores, a maioria mulheres jovens procedentes das zonas rurais, 14% a mais que o salário mínimo, mas o valor ainda é insuficiente para resistir à alta inflação.
“A companhia cumpriu as leis vietnamitas, mas como os preços seguem disparando a cada dia, os empregados tinham problemas para sobreviver até o fim do mês”, afirmou.
O índice de preços ao consumidor no Vietnã subiu 19% no último ano, segundo as estatísticas oficiais.
No começo de 2008, o Governo tentou atenuar os efeitos da crescente inflação aumentando em 13% – para US$ 59 por mês – o salário mínimo dos empregados de companhias estrangeiras.
No entanto, muitos trabalhadores se queixam que mesmo assim é difícil pagar as contas todos os meses.
Vários investidores estrangeiros, especialmente os radicados em Taiwan, protestaram ativamente contra o aumento salarial e ameaçaram deixar o país se o intervencionismo estatal prejudicasse os negócios.
No entanto, o salário no Vietnã continua sendo até 30% em média menor que em partes da China, o que provocou o estabelecimento no país do Sudeste Asiático de milhares de novas fábricas nos últimos cinco anos.