As ex-reféns da guerrilha colombiana das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo partiram hoje às 15h30 locais (18h de Brasília), medical rumo ao aeroporto internacional venezuelano de Maiquetía, case onde serão recebidas por seus parentes.
Ambas as mulheres, libertadas esta manhã na Colômbia pela guerrilha, desembarcaram há cerca de 50 minutos na base militar do aeroporto venezuelano de Santo Domingo, no estado de Táchira, fronteiriço com a Colômbia.
Abraçadas ao ministro do Interior venezuelano, Ramón Rodríguez Chacín, as ex-reféns embarcaram em um avião Falcon que as esperava na pista para levá-las ao aeroporto de Maiquetía, localizado nos arredores de Caracas.
Lá, serão recebidas por vários familiares, dentre os quais Clara González de Rojas, mãe de Clara Rojas, e Patricia e María Fernanda Perdomo, filhas de Consuelo González de Perdomo.
Os dois helicópteros de resgate venezuelanos, com insígnias do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), chegaram às 15h10 locais (17h40 de Brasília) ao aeroporto internacional de Santo Domingo, no estado de Táchira, na fronteira com a Colômbia.
“Viva a Colômbia! Viva a Venezuela! Viva a paz!”, exclamou o presidente venezuelano, Hugo Chávez, que do Palácio Miraflores, em Caracas, fez as vezes de narrador do momento da aterrissagem dos helicópteros, que foi transmitido pela rede estatal “VTV”.
Poucos minutos depois da aterrissagem, puderam ser vistas as primeiras imagens das ex-reféns das Farc, que desceram dos helicópteros e imediatamente embarcaram em aviões Falcon.
A comissão humanitária que recolheu as duas reféns e as acompanha em sua viagem ao aeroporto de Maiquetía é integrada pela senadora colombiana Piedad Córdoba, pelo embaixador de Cuba em Caracas, Germán Sánchez, e por delegados da Cruz Vermelha.
Minutos antes da aterrissagem dos helicópteros em território venezuelano, Chávez não havia confirmado se iria se reunir ainda hoje com as libertadas, sob o argumento de que elas possivelmente “desejariam privacidade para o reencontro com seus familiares”.
“Eu quero respeitar suas decisões; a família é o principal, o mais importante”, disse Chávez.
Às centenas de jornalistas que cobrem o que chamou de “momento histórico”, o governante venezuelano pediu que “não tentem entrevistar de forma atropelada as duas mulheres”.
“Tirem fotos de longe e deixem-nas em paz. Eu saí uma vez da prisão, e a primeira coisa que se procura é a paz do lar, a mãe, os filhos. Todos devemos entender isto, e dar a elas o tempo que necessitarem”, acrescentou.