Mais de cem manifestantes portugueses continuavam concentrados neste domingo diante do Parlamento em Lisboa, após prolongar o protesto durante a noite de sábado.
O protesto voltou a ser eminentemente pacífico, embora a Polícia tenha informado sobre a detenção de dois manifestantes por “resistência e coação às autoridades”, por terem se negado a abandonar as escadas do Parlamento.
No sábado, milhares de pessoas participaram dos protestos nas ruas de Lisboa e outros milhares em Porto e Coimbra. Neste domingo, os manifestantes fariam uma nova assembleia na frente do Parlamento.
A ampla participação nos protestos lembrou o êxito da convocação de 12 de março, por um grupo de jovens denominado “Geração em apuros”. Estes protestos se transformaram no embrião do que hoje se conhece como movimento “indignado” e que se propagou por todo o mundo.
Em Portugal, as críticas ao funcionamento do sistema financeiro, comuns em todo o mundo, são somadas à reprovação das autoridades portuguesas e europeias pelos severos ajustes e cortes aprovados durante os últimos meses no país.
Um porta-voz dos manifestantes afirmou que o movimento recebeu uma mensagem da presidente do Parlamento, Assunção Esteves (do governante Partido Social Democrata, de centro-direita), comunicando sua disposição a receber as propostas do movimento.