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Mundo

Mais de 10 mil agentes garantirão segurança de Bush em visita ao Oriente Médio

Arquivo Geral

08/01/2008 0h00

Mais de 10 mil agentes serão encarregados de garantir a segurança durante a estadia de Bush na cidade santa, ambulance onde o presidente americano ficará hospedado na suíte 622 do histórico hotel King David, sede do governo britânico na época do antigo protetorado da Palestina.

Segundo fontes policiais, os principais riscos que existem nesta ocasião giram em torno de extremistas da atual direita nacionalista israelense, que repudiam o processo de paz promovido por Bush desde a conferência de Annapolis, realizada em novembro.

Os responsáveis policiais temem que, além de impedir a passagem da comitiva presidencial americana, os radicais tentem invadir a Esplanada das Mesquitas.

Os ativistas do movimento nacionalista israelense convocaram hoje manifestações diante da muralha da Cidade Antiga em protesto contra uma possível divisão de Jerusalém, um dos pontos cruciais das atuais negociações com os palestinos.

Além disso, pediram que fossem realizadas concentrações no assentamento de Har Homa, na parte árabe da cidade, contra um plano do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, para evacuar dezenas de enclaves judeus da Cisjordânia.

A desocupação dos enclaves – ilegais para o Executivo israelense, já que foram construídos sem permissão governamental -, será um dos principais temas das conversas de Olmert com Bush.

Além do incômodo para os habitantes de Jerusalém com o bloqueio de vários setores da cidade pelas forças policiais, os contribuintes israelenses terão que desembolsar US$ 1,2 milhão, cerca de US$ 25 mil por hora, para financiar o esquema de segurança durante a visita.

Em contrapartida, os hotéis da cidade arrecadarão US$ 4 milhões ao hospedarem a comitiva e as forças de segurança.

O chefe de operações da Polícia Nacional, Berti Ohayon, afirmou que um terço de seus efetivos participará da operação.

A Polícia deteve hoje seis pessoas que colavam cartazes de repúdio a Bush em muros de Hebron. Eles confessaram que tinham sido pagos por militantes de grupos conservadores de direita.

Os atos oficiais começarão no aeroporto David Ben Gurion, situado a 50 quilômetros de Jerusalém – onde Bush será recebido por seu anfitrião, o presidente Shimon Peres, e pelo Governo do primeiro-ministro Ehud Olmert – e serão encerrados no Monte das Oliveiras.

Ao contrário do que havia sido previsto em princípio, a Polícia israelense informou hoje que Bush antecipará sua chegada amanhã em três horas, às 11h30 local (7h30 de Brasília) e chegará ao hotel por estrada, não em um helicóptero, como havia sido antecipado.

Todos os quartos do Hotel King David foram reservados para o presidente e seus acompanhantes, entre eles a secretária de Estado, Condoleezza Rice, que convocou a conferência de Annapolis, que representou o reatamento do processo de paz entre palestinos e israelenses, após sete anos de bloqueio.

Bush, que já esteve Jerusalém em 1998, mas como governador do Texas, também deve visitar o Museu do Holocausto antes de se dirigir à Muqata, sede do Governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP) em Ramala (Cisjordânia), onde se reunirá com o presidente Mahmoud Abbas.

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