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Mundo

Mais da metade dos funcionários eleitorais afegãos serão expulsos

Arquivo Geral

21/10/2009 0h00

Mais da metade dos supervisores afegãos de distritos eleitorais serão expulsos tentando evitar fraudes no segundo turno das eleições presidenciais de 7 de novembro, como as que foram descobertas no primeiro turno, disse hoje à agência Efe um porta-voz da Missão de Assistência ao Afeganistão da ONU (Unama).

“Até 200 supervisores (de um total de 380) não serão renovados em seus postos. Na maioria dos casos por não se ajustarem aos procedimentos requeridos ou serem cúmplices diretos da grande fraude” no primeiro turno, explicou o porta-voz da Unama, Aleem Seddiqui.

A Unama assiste à Comissão Eleitoral afegã na organização do processo eleitoral, que também requer a assistência das tropas estrangeiras destacadas no país.

O presidente afegão, Hamid Karzai, aceitou ontem a realização do segundo turno, depois que a Comissão Eleitoral de Queixas – um organismo com membros afegãos e da ONU – exigisse o cancelamento de centenas de milhares de votos fraudulentos da eleição realizada em 20 de agosto.

Outra grande mudança será uma redução de quase 10 mil sessões eleitorais (de 26 a 16 mil) na tentativa de reduzir as dificuldades logísticas de se realizar eleições em uma data tão próxima, disse a fonte da Unama.

“Esses colégios não abrirão porque ou não podemos garantir a segurança ou a participação foi muito baixa no primeiro turno ou se registrou nele um alto número de queixas. A logística deve ser mais fácil”, explicou Seddiqui.

A Unama iniciará amanhã o envio de materiais eleitorais aos centros eleitorais, segundo o porta-voz, que apostou por “aproveitar ao máximo” a “pequena janela de oportunidade” que se abriu para organizar o pleito antes que chegue o duro inverno afegão.

No Afeganistão, a complicada orografia e as más comunicações obrigaram às autoridades no primeiro turno a recorrer a burros para levar as urnas às zonas mais inóspitas e afastadas dos centros urbanos.

Além disso, as autoridades temem que os talibãs recorram a uma nova onda de violência e intimidação para boicotar o pleito, como já fizeram em agosto.

Karzai, que após a nova apuração de votos ficou próximo de ultrapassar os 50% necessários para evitar o segundo turno, enfrentará nas urnas ao ex-ministro de Assuntos Exteriores Abdullah Abdullah.

Na primeira rodada, a participação oficial foi de 38,7%.

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