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Mundo

Mais corpos são encontrados em destroços de ponte em Minneapolis

Arquivo Geral

02/08/2007 0h00

A Polícia de Minneapolis, hospital nos EUA, cure encontrou hoje “vários corpos” entre os destroços da ponte que desabou na quarta-feira, malady depois de confirmar quatro mortes e afirmar que entre 20 e 30 pessoas continuam desaparecidas.

O chefe da Polícia, Tim Dolan, disse em entrevista coletiva que foi encontrado o corpo do homem que, mesmo gravemente ferido, tinha conseguido “dizer adeus a seus entes queridos” antes de morrer.

Até agora, o legista confirmou a morte de quatro pessoas, diminuindo o número divulgado anteriormente, de nove mortos confirmados. Dolan disse que as autoridades não esperam encontrar com vida as pessoas ainda desaparecidas. No total, 79 pessoas foram levadas aos hospitais da região.

Ainda não se sabe por que a ponte desabou. O incidente ocorreu na quarta-feira, em plena hora do rush do final da tarde, quando os veículos saíam da cidade. O Departamento de Transporte já sabia que a ponte tinha problemas estruturais há dois anos.

Em declarações à imprensa, o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, disse que, em uma escala de 120 pontos para medir a segurança, a ponte da Estrada Interestadual 35 sobre o rio Mississípi só atingiu os 50, ficando na categoria de “estruturalmente deficiente”.

Segundo Snow, “isto não quer dizer que apresentava risco de cair. Mas, se uma inspeção identifica deficiências, o estado (de Minnesota) é responsável por tomar as medidas de correção”.

O governador do estado, Tim Pawlenty, afirmou que “ninguém pediu que (a ponte) fosse fechada de forma imediata”. A secretária de Transporte dos Estados Unidos, Mary Peters, que foi a Minneapolis, disse que a categoria de “estruturalmente deficiente” implica que a ponte deve ser vigiada e que a possibilidade de substituí-la deve ser avaliada. No entanto, ela afirmou que a classificação “não indica nenhum tipo de perigo”.

Segundo Pawlenty, entre 70 mil e 80 mil pontes nos EUA receberam a mesma qualificação. A ponte de quatro pistas que caiu foi inspecionada em 2005 e no ano passado. Em setembro deste ano deveria ser feita uma nova revisão, de acordo com o governador.

Quando a ponte desabou, havia empregados que trabalhavam na substituição de algumas seções de cimento e em outras estruturas, segundo Pawlenty. Ele disse que um inspetor das obras está entre os feridos.

O presidente do Conselho Nacional de Segurança no Transporte, Mark Rosenker, afirmou na entrevista coletiva que 19 engenheiros de pontes e estradas, assim como especialistas em materiais estão em Minneapolis para determinar a causa do acidente.

“Esperamos poder encaixar de novo o maior número de partes (da ponte) que pudermos, como um quebra-cabeças”, disse Rosenker. Ele previu, ainda, que o conselho demorará “cerca de um ano” para emitir o relatório final sobre a causa da queda da ponte.

O chefe de bombeiros, Jim Clack, disse que “já não se trata de uma operação de resgate, mas de uma operação de recuperação” de corpos.

Como as autoridades não esperam encontrar sobreviventes, o chefe de Polícia afirmou que as operações sofreram uma desaceleração, para garantir a segurança do pessoal. “Vai levar muito tempo”, advertiu Dolan, afirmando que a operação ainda deve durar pelo menos três dias.

Clack afirmou que é preocupante a estabilidade dos destroços da ponte que permanecem sobre a água. As partes submersas também seriam perigosas. O chefe de Polícia do Condado de Hennepin, Richard Stanek, disse que a corrente no rio “é muito imprevisível” devido aos restos submersos, que impediram os mergulhadores de chegar a algumas áreas.

Na quarta-feira, o trabalho na água foi suspenso à meia-noite (2h de quinta em Brasília), porque o mergulho sem a luz do dia seria perigoso. Entre 30 e 50 veículos continuam na água, segundo a Guarda Costeira.

A ponte era uma das artérias principais de entrada e saída da cidade, por isso, o incidente “significará uma mudança drástica” na movimentação em Minneapolis, disse o prefeito R. T. Ryback.

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