Cerca de 71% dos altos executivos alemães são partidários de limitar mediante uma estrita regulamentação o pagamento de bonificações para os sucessos a curto prazo de suas empresas.
O resultado de uma pesquisa realizada entre 315 altos diretores alemães pela empresa internacional de assessoria de pessoal Lachner Aden Beyer & Company (LAB), cuja publicação hoje coincide com a cúpula do G20 em Pittsburgh (EUA).
Os consultados se alinham assim majoritariamente com as demandas do Escritório Federal de Controle Financeiro (BaFin) e as direções dos dois partidos que formam a atual grande coalizão de Governo na Alemanha, a União (CDU/CSU) e o Partido Social-Democrata.
“Os executivos alemães perderam aparentemente a fé nas forças de auto-controle da economia”, assinala em sua análise Klaus Aden, gerente de LAB.
Aden lembra nesse sentido uma enquete igual realizada em dezembro de 2007 na qual só 12% dos consultados reivindicava uma regulação por lei da retribuição dos altos cargos empresariais e financeiros.
Além disso, 40% dos altos diretores alemães são partidários de que a Alemanha atue por sua conta e antecipe essa iniciativa unilateralmente no caso que não se alcancem acordos ao respeito em Pittsburgh, apesar de 49% rejeitar essa opção.